quinta-feira, 30 de julho de 2015

Intermitente e condutor

É comum o que sinto ter uma expressão traduzível em palavras. E eu decido. Se guardo. Se digo. Se escrevo. Me faltar palavras é incomum, já percebi isso. Mas aqui, apenas das arestas consigo falar. Dos arredores. De consequências. E do antes. Mas daquilo que, em si, movimenta o pensamento desafiado, nada. Isso me provocou o dia inteiro. “Como, nada?”. As necessidades do dia a dia vieram como sempre, e me distraíram. E me exigiram. E tudo correu bem. Mais um dia. Só que os intervalos... aqueles minutos que todos os dias temos, e às vezes não nos damos conta, foram cuidadosamente dedicados a pensar... - Não... não a pensar - ... a lembrar. A lembrar das sensações e percepções, estranhamente vividas. Inusitadamente sentidas... tidas e não tidas, ao mesmo tempo. Numa relatividade de quebrar a cabeça. Por isso, talvez, não tenha pensado... só lembrado. Revirou por dentro, me deixou feliz. Principalmente quando me dei conta... aquilo que eu queria expressar de alguma forma, já guardava sua expressão própria, que é silêncio.

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