terça-feira, 14 de abril de 2015

O que queres?

Quero tua alma embebida nesse líquido nosso. Porém, lúcida.
Não quero o efêmero das palavras, mas os sussurros daquilo que não o seja.
Quero que fiques, e nos percamos juntos. 
E percamos, sim, nossos corpos, se isso significar a liberdade das almas. 
Não quero que sejas minha.
Mas que escolhas ser, comigo. 
Eu reviro, eu reinvento, eu refaço.
O que posso eu querer, senão apenas que sejas? Comigo, aquilo que já é.


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