segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Há prece no cio


Há um propósito quando desembaço, e um cuidado em desembaçar. Pois para realmente ser visto, torna-se alto o risco de se quebrar. Ah, meus sentimentos vítreos! Me expõem em primeira pessoa. A ti que desconheço, e que escolho conhecer. É por isso, que me faço sentir em toques de harpista. E por isso, não aceito o querer por simples troféu de meu egoísmo. É por isso a espera. Do sutil. E por isso o valor. Da escolha.

Aprecio,
a prece no cio, de quem ama.


2 comentários:

guímel disse...

Flores roxas e crespas
Com pétalas lindas
Duplas e sobrepostas
Flores com cheiro
Que aqui se instalam
E deixam perfume
Na prece do silên(cio).

Bjsss

Rafael sem h disse...

Sem problemas. Entendo e gosto quando há divagações a partir de algo que escrevo...

Esse texto e o anterior, trazem perspectivas sobre o cio. Do Sacrifício, do aprecio, e dele próprio.
Essa palavra me chamou a atenção por ser assim, tão banalizada, mas que enquanto sílaba está em tantos cantos inocentes...

; )