segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Há prece no cio


Há um propósito quando desembaço, e um cuidado em desembaçar. Pois para realmente ser visto, torna-se alto o risco de se quebrar. Ah, meus sentimentos vítreos! Me expõem em primeira pessoa. A ti que desconheço, e que escolho conhecer. É por isso, que me faço sentir em toques de harpista. E por isso, não aceito o querer por simples troféu de meu egoísmo. É por isso a espera. Do sutil. E por isso o valor. Da escolha.

Aprecio,
a prece no cio, de quem ama.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sacro Ofício (Sacrifício)


I

Se amas de giz,
ocultas à fala,
persistes e diz,
na rima, que cala...

no sufoco...

teu amor acrílico.
Quebrou-se feito,
vil. 

II

Amo,
em lamber o sal da pele,
e sentir o doce do âmago.
Além da rima, do cala(r)frio...

que não percebes...

meu amor fatídico.
Se guarda no seu,
cio.