quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

E pousou...



Se longe, se perto. Te sinto, tão forte.
Num lounge, que é perto. Sucinto, que é norte.
Nem dele, nem dela, 
o belo, tão elo.
tão nosso.

Tão nosso, o belo. Que vem, devagar.
Divagar, a dois. Nessa beleza,
que bate,
e bate, 
e não dói.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Alice: The queen of hearts


A gula é um pecado, mas a de Alice coagulara já havia tempos. Era de uma felicidade sádica. Ali(ce). Incapaz de suportar o próprio corpo, sepultada na graça conquistada diante do espelho das próprias retinas. A lógica pelo caos, e que somente a ela tinha o efeito de liberar a química de rir.
Tantos a cuidavam. Nunca estava só. Mas era só. Foi ficando, devagarzinho, desde que aquilo começou. Não tinha lembranças do início, mas sabia que antes batalhava muito. O cheiro tentador dos alimentos pedidos pelo corpo era de uma constância... que horas Alice pensava em perder a guerra. Lutava. Lutou. Fez-se resistência. Até aquela tentação tornar-se gastura e repugnância. A partir de então foi fácil vencer. Fácil sair de Alice à Rainha de Copas. Fácil se manter rainha. 
E agora, logo agora, tantos traidores queríam destroná-la...Não! O orgulho era o maior escudo diante de si. Sempre foi. O orgulho, que eles chamavam de doença. O orgulho. Que ninguém, nem coisa alguma, poderia lhe tirar. E diante de si, era só o que imaginava. Alice, Rainha de Copas. Bela e magra. De corpo e alma.