quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Entre Dylan e Barrett

*Vídeo Anexo da parte I (Ver antes, de preferência).

I - Dylan (O tempo)

Hey Mr. Tambourine Man, eu falo pela areia que tu sopras e pela areia que tu prendes. Nas trevas do esquecimento e na luz das lembranças. Na inércia de qualquer coisa, na mágica dos sentidos. E daquele sentido. Sim. Que sentido algum, se faz.
Tu não tocas como homem. Tu és o tempo que toca. Que  brinca. Fazendo canções de areia.


Vídeo Anexo da parte II (Ver depois de ler, de preferência.)

II - Barrett (O Louco)

Hey Mr. Tambourine Man, lúcidos estão os que te seguem. Talvez por isso, talvez por ti, eles se deixem fazer canção. Eu vejo. Pois eu sou tal qual tu me fizeste. A canção que observa as canções.  Posso ouvir sobre os sentimentos deles, enquanto estou preso. E tu nos persegue. Quer te sigamos, ou não.
O tempo livre guarda uma liberdade corrompida pelo tempo. 
Essa que me prende a ser. Livre, numa ampulheta.

2 comentários:

Ângela calou... disse...

Tivesse eu sabido o que sabem os Loucos... "O tempo livre guarda uma liberdade corrompida pelo tempo".

(pensando aqui... pensando...)

Ângela calou... disse...

O Louco está certo: "O tempo livre guarda uma liberdade corrompida pelo tempo"...

(pensando aqui... pensando...)