quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Entre Dylan e Barrett

*Vídeo Anexo da parte I (Ver antes, de preferência).

I - Dylan (O tempo)

Hey Mr. Tambourine Man, eu falo pela areia que tu sopras e pela areia que tu prendes. Nas trevas do esquecimento e na luz das lembranças. Na inércia de qualquer coisa, na mágica dos sentidos. E daquele sentido. Sim. Que sentido algum, se faz.
Tu não tocas como homem. Tu és o tempo que toca. Que  brinca. Fazendo canções de areia.


Vídeo Anexo da parte II (Ver depois de ler, de preferência.)

II - Barrett (O Louco)

Hey Mr. Tambourine Man, lúcidos estão os que te seguem. Talvez por isso, talvez por ti, eles se deixem fazer canção. Eu vejo. Pois eu sou tal qual tu me fizeste. A canção que observa as canções.  Posso ouvir sobre os sentimentos deles, enquanto estou preso. E tu nos persegue. Quer te sigamos, ou não.
O tempo livre guarda uma liberdade corrompida pelo tempo. 
Essa que me prende a ser. Livre, numa ampulheta.

sábado, 6 de novembro de 2010

Ver-me



Um fio de mel, 
é o pus que jaz. 
Intocável é a beleza dos vermes, 
despida de (ul)trajes. 

Pálida nudez,
em segredo. 
Absoluto. Absolvente. 

Entre o sangue e silêncio, 
há silêncio e água. 
Feito num tropeço, 
tudo some. 

Abnega. Absurdo. 
O surdo, o mudo,
o talvez.


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

É difícil entender o Amor. Por que?


Porque tudo que entendemos, o fazemos pelo pensamento. 
O Amor não é pensamento. 
Quem pensa que ama, não ama.
Quem pensa que ama, sofre.
Julga o Amor, pelo Pensamento.
Culpa o Amor, sendo Pensamento.
Sofre. E faz os outros sofrerem. 
Amor é uma força. Tão forte, que nada força. 
Quem ama consegue. Concede. E cede. 
Pois em amar, se basta. 
O Amor não respeita o tempo. Ignora.
Pois Tempo, é humano. E o Amor, divino.
As abelhas sabem - pensou Emily.