terça-feira, 17 de agosto de 2010

Do estrago, a experiência


Se eleva,
ao inerte frio.
Onde há o frio,
que se leva.

Pois se foram coisas primeiras,
essas coisas terceiras,
e maculadas,

são a mágoa inteira,
que se reitera,
em mágoas quebradas.

Certo o feito,
errada a hora,
dói o peito,
e a dor demora.

Do valor perdido,
pelo risco do novo.
Do enfaro à libido,
pelo medo. De novo,

se eleva,
ao inerte frio.
Onde há o (f)rio,
que se leva,

tudo.
E o todo fica,
mudo.

Apercebe-se,
o cio.
Se percebe...

vazio.
Mas fértil!
Do frio,
inerte (?)

Eis que se tem a cura,
do veneno e do fel,
feito a cana dura,
d'onde tem-se o mel.


Um comentário:

Ângela Calou disse...

Meu escritor anônimo preferido. =]
esses dois últimos, como são também meus! Eu tou com saudades, antes de viajar apareço aí. Um bj.