domingo, 15 de agosto de 2010

Da experiência do estrago


Proscrita,
classe que fode,
as coisas primeiras,
e imaculadas?

Prescrita,
clássica ode,
às coisas primeiras
e imaculadas...

Flutuam em carpete,
ornado e vermelho,
dançam no tapete,
em sala de espelho

No requinte do cume,
em nobreza pujante,
se há sombra, há lume,
se há engano, decante

Numa tela de afago,
linho fino e vistoso,
um feitiço de mago,
louva o pleno do gozo

Até o cair da meia noite... e da bela lua que luou.

Até o raiar do meio sol... e da bela sola que solou...

Vomita o tapete,
pisado e vermelho,
desbota o carpete,
e trinca o espelho

No requenta, que come
em nobreza pedante,
se há sombra, há fome,
se há engano, adiante.

Numa tela se afoga,
vinho tinto e viscoso,
o catarro que folga,
no cigarro, vil gozo.


E eram coisas primeiras,
essas coisas terceiras,
e maculadas.


3 comentários:

Ângela Calou disse...

Lindíssimo Rafael, ah que tu me cala com esse poema, me faz pensativa. Lindo.

Anônimo disse...

dançem ou dancem no tapete.
nova ortografia?
kkkkkkkkkkkkkkkkkk
quis enfeitar nos versos e prosas e enlameou.
kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Rafael sem h disse...

Ops...valeu o toque anônimo. Só que o erro não foi no "Ç". Foi no "e", que era "a".
: )