quinta-feira, 26 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Etron Fou Leloublan (criatividade à flor da pele)


Batelages 1976

Anos 80 e... uma banda se destaca (entre as que se destacam) no meio prog/ avantgard, no estilo mais conhecido como R.I.O. Os caras começaram em meados dos anos 70, alcançando um flerte entre o punk (isso mesmo! punk!), o psicodélico experimental e o folk francês. E o cupido dessa história é puro jazz. Baixo, batera e sax são os elementos chave por aqui, e as letras em francês agregam um certo charme ao resultado.
Se você curte um som autêntico, independente e de qualidade, o download está indicado. E se é músico, ou metido a músico, está indicadÍSSIMO!
Disponibilizo o melhor, ou um dos melhores discos, o Batelages (click pro down) de 1976. Ahhh, e não dá pra ser diferente. É nota 10 de 10.



Line up principal:
Ferdinand Richard (baixo/ vocal)
Guigou Chenevier (bateria/percussão)
Chris Chanet (sax)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Do estrago, a experiência


Se eleva,
ao inerte frio.
Onde há o frio,
que se leva.

Pois se foram coisas primeiras,
essas coisas terceiras,
e maculadas,

são a mágoa inteira,
que se reitera,
em mágoas quebradas.

Certo o feito,
errada a hora,
dói o peito,
e a dor demora.

Do valor perdido,
pelo risco do novo.
Do enfaro à libido,
pelo medo. De novo,

se eleva,
ao inerte frio.
Onde há o (f)rio,
que se leva,

tudo.
E o todo fica,
mudo.

Apercebe-se,
o cio.
Se percebe...

vazio.
Mas fértil!
Do frio,
inerte (?)

Eis que se tem a cura,
do veneno e do fel,
feito a cana dura,
d'onde tem-se o mel.


domingo, 15 de agosto de 2010

Da experiência do estrago


Proscrita,
classe que fode,
as coisas primeiras,
e imaculadas?

Prescrita,
clássica ode,
às coisas primeiras
e imaculadas...

Flutuam em carpete,
ornado e vermelho,
dançam no tapete,
em sala de espelho

No requinte do cume,
em nobreza pujante,
se há sombra, há lume,
se há engano, decante

Numa tela de afago,
linho fino e vistoso,
um feitiço de mago,
louva o pleno do gozo

Até o cair da meia noite... e da bela lua que luou.

Até o raiar do meio sol... e da bela sola que solou...

Vomita o tapete,
pisado e vermelho,
desbota o carpete,
e trinca o espelho

No requenta, que come
em nobreza pedante,
se há sombra, há fome,
se há engano, adiante.

Numa tela se afoga,
vinho tinto e viscoso,
o catarro que folga,
no cigarro, vil gozo.


E eram coisas primeiras,
essas coisas terceiras,
e maculadas.


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Lentejoulas



O cheiro tátil,
de um encontro macio,

F(r)icção,

a um palmo da distância,
ex-conjurada pelos olhos...