quarta-feira, 28 de julho de 2010

Contra-adição


Em termos. Pois há de se aprender a contar pra que se possa somar. Filósofo, tu não compreendes de si, o que pode contar das coisas outras? Se há aquele que compreende de si, esse é o sábio. Quanto a ti, que posso eu passar? Que passo eu posso...dar? Ora, pois, não sou sábio. E filosofo:
No verbo amar,
Acredito.
Havendo quem acredite,
No verbo em mim.


terça-feira, 27 de julho de 2010

Forca


O amor é uma força. Que não força, nem comete suicídio.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

In-condicional


Quero o além de te provar.
Quero o teu amor.

Se,

isso não te privar,
ou te por à prova.


Post mortem



Do largo,
âmago.
Amargo,
cândido.

Hipocripta: Cripta com dizeres hipócritas.

Dito,
depois de morto.
O vivo,
e o dito. Que não viveu.

Estalido,
e por escrito.

Baluarte

É a arte da Lua. Cigana. Dos corações,
Ciganos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Entre o prolixo e o lacônico, o nosso.



Elástico e tímido. Intímo e cárstico.
Quando as palavras se propõem a calar, o sentimento se propõe.
Incontido. Nu... ato.
Sem álcool, sem água.
Sol venta, universal.
É noite, em uni-verso:
A-eu
A-teu.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Plâncton e a Vaca



Siri e queijo... Sandy e sexo... Pá! trick, trick, nervoso!!

Bobo.
Esponja de pílula.
Molusco...

Se afoga na própria fenda. Do biquini... Shhhhhhhhhh!!

domingo, 4 de julho de 2010

Esquisitossomose



"O tempo vai dizer". Eu gosto de falar isso às vezes. Eu falo, e gosto de falar porque já presumo o sentido figurado da frase. O tempo não diz nada. O que é, já o é, e independe do tic tac. Como algo que não define sequer o seu próprio espaço (como é o tempo) poderia te definir alguma coisa? Pensa um pouquinho família. A sua falta de percepção é o x da questão. Não o tempo. Não falo as coisas por necessidade, mas me expresso, sim, sempre que necessário. Vocês já poderíam saber disso...
Eis que ao nascer, nobre, amanheceu-me um ruído. Levantei. Água gelada, pra doer nos meus dentes sensíveis (Ahh..isso é bom... E querem me empurrar um novo creme dental pra cortar minha onda). Olho pro canto da cozinha. Quão bela é a lata. Inoxidável em todos os sentidos e juntas. Com partes plásticas anti-bacterianas. A alma da cozinha. Guardiã de... lixo. Orgânico, em putrefação. Inorgânico, comida de peixe, a longo prazo (pobre estômago marinho. Vítima dos sentidos confundidos. Fudido). E olhando bem dentro, percebe-se... há uma tentativa de transa, entre o orgânico e o inorgânico. Obviamente, não dá certo. Feito uma bela foda de amor enrustido. Que lindo...é como na vida real! "Ha que endurecer-se sem perder a ternura" tchê!.
Engraçado... agora percebi a geladeira daqui de casa. Ela geme, que parece haver uma galinha dentro dela. Mas faz bem sua função e conserva as coisas direitinho. Principalmente os ovos. Mas nem só de textos bonitinhos (e de ovos) vive o homem. Tá bem! É verdade que ele prefere sim viver dos teXtículos e isso atribui uma certa valorização aos ovos.
Quanto ao título do referido (texto, não teXtículo), me pareceu adequado depois que percebi ser "esquisito" uma palavra inerente a mim (embora não necessiariamente seja de mim). Filmes, músicas, roupas, idéias, e traços de personalidade que renderíam etecéteras aqui, são carregados com este adjetivo ilustre, quando se referem a mim. Se me ilustra, não sei, mas me lustra. Afinal, por que não posso ser o lixo que guarda a lata, devidamente protegida com camadas de fedor em rios de chorume? Deram-me as runas, e todos os sentidos. Era plural demais. Então abracei um. Esse.
Singular e... esquisito?! : )