quarta-feira, 12 de maio de 2010

Donazica, Andréia Dias e Iara Rennó

Agora vamos de nacional em dose tripla. Primeiro, porque as Srtas Andréia e Iara têm projetos solos excelente e ambas fazem parte do aclamado Donazica. Segundo, porque eu quero que seja assim! rsrs. E terceiro, hummm, não há terceiro!!



Como eles mesmo falam, o Donazica faz MPB do jeito deles, ou seja, Música Pau Brasil. A idéia de se conceber um trabalho original com fortes bases na vanguarda paulistana (Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé...) e no modernismo cultural molda uma banda sem moldes. Maleável é o sentido aqui. A semente é leve, e leve ela vai....mas o caldo é grosso!! E uma delícia!! Fica aqui indicado o disco de 2003, "Composição", na minha opinião perfeito do início ao fim. (Clique pro down!)

Donazica é: Iara Rennó – Voz e Violão/ Anelis Assumpção – Voz e Percussão (filha do saudoso Itamar!)/ Andreia Dias – Voz/ Simone Julian – Sax e Flauta/ Marcelo Monteiro – Sax e Flauta/ Mariá Portugal – Percussão/ Gustavo Ruiz – Violões/ Gustavo Souza – Bateria e Percussão/ André Bedurê - Baixo




Andréia Dias: Essa paulistana arretada mostrou e mostrou muito bem pra que veio! Com seu "volume 1" (clique pro down!), ela estreou de forma excelente. As músicas, as letras, e o trabalho como um todo, pode ser (in)definido como um experimento muito rico, e do qual o ouvinte faz parte com sua capacidade de absorver e interpretar. Como falou Marcus Preto, na Rolling Stone de janeiro (2008): "(…) avassalador. Se este disco pudesse ser absorvido a ponto de virar referência, o futuro da música do Brasil seria brilhante".
Concordo. Sem gênero, número, grau, ou frescurites quaisquer.



Iara Rennó:
Em seu primeiro trabalho solo, ela se propõe a fazer nada mais, nada menos que uma releitura musical de "Macunaíma, o herói sem nenhum caráter" (Mário de Andrade). O resultado ficou bastante interessante. O disco chama-se "Macunaíma, ópera tupi" e inclui participação de músicos como Tom Zé, Arrigo Barnabé, Siba e Moreno Veloso. Não arrisco uma classificação para o debut de Iara, só digo que vale a pena ser ouvido. Afinal, Macunaíma já inspirou filme, teatro, e agora, vira uma linda manifestação sonora por conta da bem criada filha de Dona Alzira Espíndola.

Espero que estejam curtindo as postagens.
Música boa, é sempre bom!! ; )

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