quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mulheres q dizem sim



Let´s go babies: Rio de Janeiro, anos 90. Rodrigo Cebrian, Domenico Lancelotti, Pedro Sá e Maurício Pacheco formam a banda "Mulheres q dizem sim". Lançaram apenas um disco autointitulado (clique pro dOwN!), em 1994. Porém...que p.... disco!! Galerinha, é simplesmente um dos melhores discos do Rock Nacional, e que pra ser honesto, transcende este rótulo. Porque também é Jazz, também é Samba - Bossa. A injustiça fica por conta de pouca gente conhecer e sacar este trabalho. Daí, fiquei na obrigação de mostrá-lo aqui. Um albúm fantástico com dois guitarras solos, melodias hiper bem trabalhadas (diferentemente das bandas de rock nacional "estouradas" na época - me perdoem os fãs de legião urbana com suas guitarras horrorosas e bateria "tum tum pá" sem graça). Dissonância, ritmos alternados - quando menos se espera - fazem de todas as músicas uma surpresa atrás da outra. Prestem atenção no trabalho do instrumental quanto aos "tempos" nas músicas! Ahhh...me segurei pra não falar isso...mas...é foda demais!! rsrsrs
Só uma curiosidade: A banda é tida como influência pra muita coisa boa que estourou. Inclusive, e assumidamente, do recém extinto, Los hermanos. que tal descobrirem o porquê?? Humm? ; )
(Ainda querem saber de nota? Tudo bem, só pra constar: 10 de 10)


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Projeto Criolina



Alê Muniz e Luciana Simões são dois músicos maranhenses que por um acaso (e graças a Deus!!rs) resolveram se fundir num projeto, que foi chamado Criolina. A sonoridade é inusitada (no bom sentido). Criolina é, como diria Hermeto Pascoal,"Música Universal". No trabalho, ambos cantam, e vale dizer... ambos tem um vozeirão!! ; )

Criolina (clique pro Down!!) é a leitura de um Nordeste criativo, colchinha de retalhos patchwork bonita de se ver (e ouvir). Tambores e cuícas flertando com o eletrônico. Guitarras, swing e .....tango (sim...tango!) em composições muito originais fazem deste som algo obrigatório pra quem quer ampliar seu universo musical. Indicadíssimo! (Nota 9 de 10).
Abaixo a capinha do disco (Adoro essa arte, e o encarte também é magnífico):



And nowwww.... mais essa (quentíssima e desejável):

Na terça-feira, dia 25/05, Alê Muniz e Luciana Simões apresentaram o segundo CD (IUHUUU!!! Já fui atrás pra vc! rsrs) intitulado Cine Tropical (clique pro down!!). Contemplado pelo edital do Projeto Pixinguinha 2009, este novo trampo reúne 14 canções inéditas e a inspiração vem das telinhas!! Romance e drama, aventura e velho oeste, ficção e até chanchada (como não poderia deixar de ter rsrs) prometem um embarque em múltiplos universos ao ouvinte.
O disco mostra as influências do cinema antigo na vida dos dois músicos. Destaque para personas como: Barbarella, John Wayne, Mazzaropi, Brigitte Bardot, Glauber Rocha. E para as trilhas sonoras de Ennio Morricone e Serge Gainsbourg. Resumindo: Nível de originalidade mantida! (Nota 8 de 10).

“Misturamos tudo isso com a cultura maranhense, nossas imagens cotidianas e nossos ícones ultratropicais: os mestres da cultura popular do Maranhão e os pregoeiros” - palavras da Lu.

E "óia" a capinha dele:

sexta-feira, 21 de maio de 2010

le sac en bandoulière (entre nous)



Era um excesso meu. Um excesso, na falta. De não ir adiante, a partir de certo ponto. Mas era justamente por procurar um relacionamento que me fosse pleno, e igualmente o fosse para o outro, que me tornava difícil. A entrega de verdade.
Essa entrega que me faz sentido. Não empréstimo. Sentir-se numa prática de uso/desuso contínuo, já sabendo do prazo de vencimento daquilo. Não consigo. Dói-se. E magoei pessoas com esse excesso de retração nas horas de caminhar mais (falo também no campo da amizade).
Justamente por procurar plenitude nas relações. Irônico isso. Como alcançar plenitude, se eu mesmo nao estive sendo pleno? Não devo procurar isso. Devo seguir. Me entregar, conforme o sentir da entrega. Pois a plenitude não é uma parcela. É uma resultante. Consequência das sequências. Amadurece-se graças as experiências. Aprende-se a lidar, por conseguinte, com o seguinte.
Não há segredos para o "nós" aconteSer. Doa-se. E ele passa a ser. Sem nenhum dos dois deixar de ser. E os dois sendo um. Assim, feito mousse.

Mesclado.

sábado, 15 de maio de 2010

Quando da consciência do disfarce



Vir, Ver...E escolher viver. Assumidamente e sumidamente. Uma amostra. De sei lá o que inexistente. Oco. Em seu foco sufocante. Sulfurado cheirando a groselha.
SulfoKant idealismo transcendental que ascende a porra nenhuma.
Proposital.
Latu sensu-alis (au au, cachorrão!).
Afinal, Omnia munda mundis.

Conturbada masturbação do entubado. Mas vai amor,
continua e não desfaça...
É mais fácil a farsa. Que o faça.
E vamos tornar tudo o que não se é. Mas que acaba sendo,
disfOrçadamente,
planejado.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sueli Costa



Aos eo-mpbistas de plantão: Você tá escutando Elis Regina, Simone, Nara, Nana, Gal Costa ou Maria Bethânia, e de repente pega o encarte por alguma música que mexeu contigo... Bate o olho pra ver quem compôs... e lê: Sueli Costa. Ela já está imortalizada em muitas vozes, entretanto poucos ouvintes se atentam ao fato de tantas canções conhecidas cantadas por outras e outros serem de sua autoria. O fato é que Sueli Costa merece ser ouvida também enquanto intérprete, especialmente se tratando do seu primeiro albúm de 1975, autointitulado (clique pro down!), onde ela não perde (em nada) pra galerinha que andei citando aqui, por exemplo. O disco é simplesmente um clássico da bossa nova/ mpb, e não tenho medo algum em dizer isso! Poucos artistas começam com um primeiro trabalho impecável. E Sueli Costa foi um deles (Nota 10, de 10, pra esse albúm).

Todas as faixas são maravilindas, mas destaco entre os destaques:
Retrato
(onde Cecília Meireles vive rsrs)
Dentro de mim mora um anjo (de quem se guarda, e às vezes esquece de viver quem se é)
Encouraçado (quem, no íntimo, não tem uma couraça dessa?)
Aldebaran (poesia pura que faz gozar - não tem outra expressão, é sério!!)
Coração ateu (como às vezes eles são)
Noturno nº 0 (sinta o andamento da melodia e a letra. Você flutua...e não precisa de drogas pra isso!!rsrs)

Vou arriscar um último comentário: Se o Chico Buarque tivesse nascido mulher, o primeiro disco dele seria esse rsrs.
Se você se identifica com o estilo, se ligue nesse som.
Não vai se arrepender! ; )


Sueli Costa, 1975 - Capa

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Bauhaus: Daniel Ash e Peter Murphy

Bauhaus

A banda inglesa Bauhaus surgiu em 1978 numa proposta de movimento pós-punk. O estilo ultra romântico e anti-expressionista sobrevinha como uma resposta à realidade global que se apresentava (crises político-econômicas em pleno apogeu do capitalismo já selvagem/ panorama de guerra fria/ bipolarização do mundo).
Assim justificou-se a caracterização do vestuário pelo preto (ou melhor, pela ausência de cor, conforme enxergavam no mundo) bem como o total desleixo estético, ou uma preocupação demasiada anti-estética (o belo sendo o que é, é abolido, e admite-se o grotesco pelo belo). Frieza melódica, elementos repetitivos, melancolia, pisicodelia, desolação espiritual, e críticas sociais são elementos componentes das músicas e letras.

Daniel Ash

Daniel Ash e Peter Murphy foram, respectivamente guitarrista e vocalista da banda. Acontece que ambos têm trabalhos interessantíssimos em solo. Daniel Ash, grande responsável pelos efeitos psicodélicos, utilização do sax e de elementos experimentais do Bauhaus, amadureceu isto e trouxe à liberdade de um trabalho individual. Resultado: Rock psicodélico de ótima qualidade! Aqui, vocês podem sacar o disco de 1991, Coming Down (clique pro down!) a senha pra descompactar o arquivo é: p-l-m.blogspot.com ), que tem uma versão muito massa da música "day tripper", dos Beatles. Ficou curioso(a)? Escuta logo pow!! Eu namoraria ouvindo esse disco!!rsrsrs (Nota 8,5 de 10).

Peter Murphy

Peter Murphy foi a voz do Bauhaus. E no seu projeto solo traz algo mais pop, porém experimentando atmosferas alternativas de ótimo gosto, e que varíam conforme o disco que se escuta. Você podem curtir o disco Wild Birds (clique pro down!) que resgata o som do cara de 1985 a 1995!! Essa coletânea dá uma idéia geral do que é o trabalho de Peter. (Nota 8, de 10 pra esse disco).

So...That's It! : ) Espero que curtam.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Donazica, Andréia Dias e Iara Rennó

Agora vamos de nacional em dose tripla. Primeiro, porque as Srtas Andréia e Iara têm projetos solos excelente e ambas fazem parte do aclamado Donazica. Segundo, porque eu quero que seja assim! rsrs. E terceiro, hummm, não há terceiro!!



Como eles mesmo falam, o Donazica faz MPB do jeito deles, ou seja, Música Pau Brasil. A idéia de se conceber um trabalho original com fortes bases na vanguarda paulistana (Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé...) e no modernismo cultural molda uma banda sem moldes. Maleável é o sentido aqui. A semente é leve, e leve ela vai....mas o caldo é grosso!! E uma delícia!! Fica aqui indicado o disco de 2003, "Composição", na minha opinião perfeito do início ao fim. (Clique pro down!)

Donazica é: Iara Rennó – Voz e Violão/ Anelis Assumpção – Voz e Percussão (filha do saudoso Itamar!)/ Andreia Dias – Voz/ Simone Julian – Sax e Flauta/ Marcelo Monteiro – Sax e Flauta/ Mariá Portugal – Percussão/ Gustavo Ruiz – Violões/ Gustavo Souza – Bateria e Percussão/ André Bedurê - Baixo




Andréia Dias: Essa paulistana arretada mostrou e mostrou muito bem pra que veio! Com seu "volume 1" (clique pro down!), ela estreou de forma excelente. As músicas, as letras, e o trabalho como um todo, pode ser (in)definido como um experimento muito rico, e do qual o ouvinte faz parte com sua capacidade de absorver e interpretar. Como falou Marcus Preto, na Rolling Stone de janeiro (2008): "(…) avassalador. Se este disco pudesse ser absorvido a ponto de virar referência, o futuro da música do Brasil seria brilhante".
Concordo. Sem gênero, número, grau, ou frescurites quaisquer.



Iara Rennó:
Em seu primeiro trabalho solo, ela se propõe a fazer nada mais, nada menos que uma releitura musical de "Macunaíma, o herói sem nenhum caráter" (Mário de Andrade). O resultado ficou bastante interessante. O disco chama-se "Macunaíma, ópera tupi" e inclui participação de músicos como Tom Zé, Arrigo Barnabé, Siba e Moreno Veloso. Não arrisco uma classificação para o debut de Iara, só digo que vale a pena ser ouvido. Afinal, Macunaíma já inspirou filme, teatro, e agora, vira uma linda manifestação sonora por conta da bem criada filha de Dona Alzira Espíndola.

Espero que estejam curtindo as postagens.
Música boa, é sempre bom!! ; )

Callisto



E eis que no meio de uma cena metal em decadência onde as bandas se repetem com nomes diferentes (isso é minha opinião), me deparei com algo arrebatador.

A banda finlandesa Callisto abre um leque de possibilidades no metal. Com emoção, elegância, o trabalho traz um recheio "napolitano" (chocolate- metal/ branco-prog/ vermelho-jazz) onde predomina nem mais, nem menos que o estilo Callisto. O interessante é que nunca há de se imaginar (se vc não conhece a banda) que o vocal que vai entrar na música é... (hehehehe, fica a surpresa pra quem for baixar).

A temática cristã, contrasta com uma atmosfera sombria e por vezes pop(!), mas sem poder ser considerado música pop. Dá pra entender? Imagino que não. Eu também não entenderia sem ouvir. Disponibilizo o trabalho de 2006, intitulado "Noir" (clique pro down!)

Enigmático: Essa é uma ótima palavra pra se definir Callisto.

O grupo é composto por:

Vocals -Jani Ala-Hukkala/ Drums -Ariel Björklund/ Guitar -Johannes Nygård /Live percussion -Jani Rättyä/ Bass - Juho Niemelä/ Guitar, Background Vocals- Markus Myllykangas/ Keyboards - Arto Karvonen.


Lost In the Trees



Música clássica junto com batidas eletrônicas, indie-folk, passagens sem cordas e outras com o seu som característico indie rock acústico…
Peraí!! Isso existe?
Sim!!
Isso é da Carolina do Norte e chama-se Lost in the Trees!! Pense em toda essa mistura, feita sem reparos e sem costuras.
Se não conseguir pensar, escute o som!!
; )
Ari Picker é o nome da mente do grupo.
E não espere algo contínuo neste primeiro trabalho intitulado “Time taunts me EP” (clique para o down). São cerca de 26 min. de surpresas estampadas em variações, que de início, você não vai imaginar.

São vários artistas, intérpretes ou executantes, que fazem de Lost in Trees uma pequena orquestra e uma banda de rock (?).

Membros da Banda - Boston Performers e músicos em “Time Taunts Me” (estúdio):

Ari Picker – composer/vox/other
Alexandra Spalding – cello/vox
Matt Bruer - banjo
Nate Babbs - drums
Dave Peacock - viola
Nikki Nieves - violin
Nick Morawiecki – guitar/vox/other
Jessica Smith – bass trombone
Liz Lamour - violin
Nicki Singleton – violin/viola
Ken Woodward - bass

Em agosto de 2010 está previsto lançamento do segundo album da banda, que será intitulado "all alone in an empty house"

Eu tô ansioso pra ouvir!!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Hanne Hukkelberg

Resolvi abrir espaço no blog para algo que sempre foi apaixonante na minha vida. Música. E a primeira dúvida logo veio: Sobre o que, ou quem, postar primeiro!?
Como é difícil escolher (praticamente impossível, eu diria)...

Inicio essa nova "veia" com uma norueguesazinha aculá... e o critério foi simplesmente: o fato de ser o que estou ouvindo nesse exato momento rsrs.

Se gostar comente, dê sua opinião e faça seu release!



Hanne Hukkelberg: Compositora e cantora norueguesa que oscila entre o pop, o experimentalismo, e o jazz. Seu trabalho soa leve, e gostoso de se ouvir. O primeiro disco, little things, é de 2004 (clique pro down!). Por se tratar de um debut, não há como ser diferente. É nota 10 mesmo!! Destaco os elementos de samplers, percussões, que são bem explorados por ela e trazem uma sonoridade bem peculiar, eu diria...fantasiosa, a la Hanne. Em 2006 Hanne já viria ganhar o grammy norueguês com o albúm Rykestraße 68.

Então, se estão afim de múltiplos orgasmos musicais com trabalhos inovadores, criativos e de ótimo gosto, fiquem atentos as atualizações desse novo marcador!

So...enjoy it! ; )

* Leiam a coluna da direita intitulada "About songs for Us".


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sorrowless. And on Sorrow full.


Deep...
Deep Ocean,
Devotion.

Sun...
Some think,
Something.

Elastic around.
Rapturous meeting.
Plastic minds.

Think about... therefore. Love with fellings.
Fight with fellings. And with their fellings.

We are all...
Brothers, others,
Sisters, systems.

Movies about crimes.
Crimes of passion,
Crimes without passion,

Passional(l)...
Let's cry,
until dry.

We are all... magnets. Of these songs.

And until we're dumb,
let's sing...

The line between,
ours veils.
The line between,
ours dreams of distant sides.

Everything goes rest,
to revival.
Tomorrow,

Sorrowless. And on sorrow full.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sin-Cities (Fé-Tich)


Cidades são como uma ferida grossa. Aberta.
Que se alastra à necrose. Um cancer,
Espalhando-se onipotente. Conquistando diariamente.
Orgulhoso. Sem perceber,
Que a sua ruína está na destruição de seu hospedeiro.

Cidades são feito humanos.
Imediatistas.
Cidades são humanas.
Individualistas.
Cor-rompida. Cor-rupta. Cor-roída.

Mas poderá sim existir uma cidade bonita.
Será aquela que sarar.
E o nome...
Pouco importa,
Um nome.



Considerações: Escrevi isso depois que ouvi alguém falar que na Europa tinham cidades lindas e perfeitas. A pessoa só esqueceu de ver o mundo enquanto mundo. E que, sendo assim, a maquiagem européia custa caro. Ela oculta o amargo. E o pior...o amargo está tão distante dali...

* Tich - is the same that bitch.

domingo, 2 de maio de 2010

"Um dia desses..."



F
e
i
t

o
esse. Desse feito,

D
e
sse jeito,

N
ó
s dois de ser...
.
.
.