quinta-feira, 8 de abril de 2010

É no vinho, que ando morrendo...de viver



Prisma e Profano. Prazer e Prece.

Vim, o verde. Sede, e serdes...
Tinto. Da tintura da pele nossa.
Suave. No que torna-me doce. Teu suor.
Branco. Do pano de fundo por preencher.
Naquilo. Sendo por si só. Seco.
Suspeito dos suspiros que venho... Do vinho.

Suspeito que o vinho não é só vinho. É sozinho.
Porque (trans)parece solidão.
A de um líquido embebido, no co(r)po (pro)fundo da boca.
Que é como uma segunda taça. Orgânica.
Orgástica. Que de vez em quando pensa.
E por consequência morre. Morre na cor do vinho.
Mas volta no cor-ação.



*por Tamires. Escrito que me inspirou.

*por mim. Escrito pra completar...Tamires.

4 comentários:

Ângela Calou disse...

tão bonito e harmônico que no ato da leitura não senti o intervalo do passar das cores, do tom, da letra... comunidade absoluta, completa, repleta de possíveis, sejam estes dizíveis ou não.

Yasmine Moraes disse...

É profundo. Mistura melancolia, erotismo e concretismo... dá vontade de reler.

Rafael sem h disse...

Deu vontade foi de beber yasmine!! Confesse!!
rsrsrsrsrs
; )

Tamy disse...

Uia!
Que Fodástico q ficou!