sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Religião / Religação



Nem Ele, nem Ela. Compreendo Deus como Ser invariável em todas as variações. Signo resposta pra aquilo que somos incapazes de entender. Crer em Deus é reconhecer-se limitado, enquanto humano que se é. Assim, a Fé complementa a Razão.
Deus não é religião. Tampouco instituição religiosa. Deus não está sobre efeito. Nem sob efeito. Deus é religação. Consigo. Com o outro. Com a coisa em si. Com a essência que move o fenômeno. A religião erra quando quer Ser Deus. Ter Deus.
Deus não se Tem. Se tem a Deus.
Deus não se é. Deus é.
Um pouco de sensibilidade empírica basta pra se concluir que há conexão em tudo no mundo. A natureza ensina a quem queira enxergar. As nossas vidas e nossas escolhas também ensinam. Elas movem e são movidas. Tudo conectado. Intrínseco. Por mais ausente e distante que aparente.
A verdade humana, sob o pressuposto da construção num raciocínio inteligível, não há. Pois a inteligência se esgota, enquanto humana. E o conhecimento se finda, enquanto humano. Por mais formas e fórmulas que se invente, jamais mudarão isso.
É tão engraçado observar as pessoas debatendo, e se debatendo, sobre questões como: "Há vida após a morte?" "Ressureição ou reencarnação?" "Sábado é sagrado"? "Posso doar ou receber sangue"? "Jesus é Deus, um filósofo, ou um espírito evoluído?" Genealogias e insensatez. É muito engraçado. Por que não percebemos a falta de discernimento nisso tudo? Questionamentos sem respostas, e discussões sem fim, que a nada conduzem. Por que é necessário diferir Vida e Morte, quando é tão fácil entender que a morte faz parte da Vida? Será porque... seria simples demais aceitar? E humanos não gostam de ser simples.
Que me perdoem os planos funerários por eu estar corrompendo seu marketing fortíssimo, embasado na dualidade Vida x Morte (Morte x Lucro).

Somos,
um sopro de vida,
um sopro divino.

Um sopro de Deus.
Diferentes,
pelas escolhas dos ventos...
que compuseram,
compõem,
e comporão,
o sopro.

Não há fatalidades/boaventuranças,
que não sejam,
consequências,
de ventos escolhidos.

E nem sempre escolhidos,
por escolha nossa. Ou tão somente, nossa.



2 comentários:

Rafa... disse...

Quando não te convém,tudo se torna de dificil compreensaõ;aceitação.

Religião mata,ainda te diz onde ir.(cômico)

Eu prefiro,sentir;fluir!

Experiencias próprias são incontestavéis.

Deus é vida!!

Isso se,você achar que tem (uma).Procure-O nela.Certamente o acharás.

Me congratulo por ter FÉ...é o começo.

A Rafa pensa,vê e sente assim!!

Isaac Linhares disse...

" Por que é necessário diferir Vida e Morte, quando é tão fácil entender que a morte faz parte da Vida? Será porque... seria simples demais aceitar? " Muitos dizem que a morte é a conclusão da vida... Discordo.. Pois, se fosse a conclusão da mesma, muitos não morreriam tão cedo. A morte é consequência da vida. Se alguém joga bola, certamente sabe dos riscos de estar jogando, e há riscos. E viver, não é igual mas é similar ao "jogar bola"... Há riscos, há desafios e há linhas segregando a bola fora do gol. Separando a vida da morte, mas nunca se sabe o que vem depois das "linhas". O que difere é que na vida não há regras definidas, você (ou nós) fazemos nossas próprias regras e essa é a graça de viver. é isso... A morte, nada mais é que a conseqüência da vida. (Segundo minhas regras...) :)

http://isaaclinhares.blogspot.com/