sábado, 13 de fevereiro de 2010

Que na fúria se esquece a paz



Sabine soube.

Foi até um tiro,
tirar-lhe. O corpo.

(...)

1.Pergunta: -Cachorro?
2.Responde: -Gato.

1: -Preço?
2: -Prece.

1: -Vida?
2: -Prisão.

1: -Família?
2: -Castigo.

P: -Pai?
R: -Dor.

1: -Sabine?
2: -Morta.

1: -Sexo?
2: -Toque.

2: -Doutor, sabia que não se transa em Marte? Eu estive lá.
1: -Interessante. Mas deixe que eu pergunte. E diga apenas uma palavra.

1: -Ciranda?
2: -Esperança.

1: -Esperança?
2: -Crianças.

1: -Ying?
2: -Yang...doutor...Yung!! Doutor Jung, talvez (risos...)
1: -Sabine, apenas uma palavra, por favor...

(...)

...E era. O que era pra ser. Aquela. Apenas uma palavra.

Qualquer...
Casual,
Sem caso.

E acaso,

Um caso,
Casual,
Qualquer...

Pois o preço do apego,
é o desapego.

Não,
fosse isso,
Sim!

Seria Amor! Sabine soube.

Espirrou.
Spielrien - Espirrou e riu.
Ex-pirou.

Em Marte,
a loucura.
Na arte,
a cura.

Sabine soube.



* Baseado no filme Jornada da Alma, o qual indico a todos. E também uma homenagem a Sabine Spielrien. Pela vitória sobre si mesma. E por ajudar outros a vencerem a si próprios.

2 comentários:

Raedja Torres Guimarães disse...

É bom assim?

Poxa, sendo indicação tua.. eu vou alugar agora!

Pra assistir com meu namorado...

Abraços!

Ângela Calou disse...

acho que existe tb um documentário sobre Sabine-que-sabia-ser...mas desses que nunca encontraremos por aqui...em Marte, quem sabe? Onde a loucura não cura a imagem do degredo do corpo tirado a tiro.

teu texto é lindo...Sabine teria adorado...:)