terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Nietzsche, Outro, Deus, e as bicicletas.



N: De perto,
vejo o rosto,
sinto o gosto,
e não acerto...

N: Mas ora, pois, tudo é relativo,
a moral é a não verdade,
descrente e ativo,
o restante é vaidade.

(De um furor uterino, o menino.
Cresce e vive - o tempo passa-
"ele existe?"Pensou. Morreu.)

O: Amigo que não se doma,
contigo esteve a dama,
ela fora, você dentro,
da redoma.

O: Amigo que nada teme,
contigo esteve a filosofemme,
você fora, ela dentro,
da redoma.

O: Das revoltas e preceitos,
dos traumas e defeitos...

O: niilista (ativo ou passivo)
não importa.
À frustação sem nexo,
não há porta.
Niilista do sexo (ativo ou passivo).

O: Astro no alto,
Astronauta,
sem o astro,
é quase nada.

O: Os escritos são teus,
em que tudo inexiste.
Mas a fé que persiste,
guarda o eterno, Deus.

D: Sem sobra,
sou sombra,
sombra que leva,
sombra que eleva,
sem sombra de dúvida
sombra da Vida...



Feedback:

Maldito,
foi o dito,
mal dito.

Bendito,
é o feito,
bem feito.

Um comentário:

Raedja Torres Guimarães disse...

Você foi muito além nesse texto... elegantemente além... só hj pude "beber" esse texto... incrível texto! Vc já sabe que compreendi. Minha interpretação? Deixe-a comigo... ela será minha companheira... rsrs