sábado, 7 de novembro de 2009

Do a(u)tor para...

Fotos: Sinônimos para anônimos, provavelmente conhecidos (Arte: Carlos Careqa).

Ademais, vão me desculpando. Sei que tudo por cá é muito amador. Amor e dor, até demais. Escrevo conforme as palavras me vem, me vêem, e querem ser escritas. O princípio ativo é apenas o sentido e, por vezes, o contido que ficou de algum momento. Erros de concordância, repetições, neologismos, e quaisquer fugas do bom português (quando propoZitais), são simplesmente porque me foram necessários. Quando não, foi porque errei mesmo. Gosto de parentêses, de brincar com as palavras, e com as imagens. Me traz uma sensação do mesmo nível (posso dizer assim) de quando era garoto e brincava com bonecos, sozinho. Isso era (e ainda é) um pouco divino. Ser criança é divino por inteiro...Sensivelmente.

Nem todo mundo compreende isso, tampouco esse meu jeito. E convenhamos, ninguém tem obrigação de entender. Há quem pensa que comprar um cd cult traz personalidade. Há quem bebe cafezinho expresso como suplemento cultural. Há quem, cuidadosamente, escolhe as palavras quando num diálogo, ou reflete bem antes de falar sobre qualquer filme (em caso extremos, reflete bem para falar de qualquer merd... . E o objetivo? Não sei. Talvez o poder de criticar, sem arriscar ser criticado). Eu nada me importo com tudo isso. Apenas escrevo aqui, questionando o porquê de (alguns anônimos, mas provavelmente conhecidos) se importarem se meus passos são retos, tortos, ou se ando no meio fio. Continuarei me (im)portando como sempre, e os observando como gosto (e com o gosto que tenho) de observar a tudo e todos, vísiveis e invisíveis. Para rir, chorar, estagnar, espantar... sentir...para escrever. E foi me valendo do primeiro parágrafo que produzi (sem muito capricho) o post, dedicando-lhes (meus caros "faladores de mim"), junto às linguagens que o acompanha.

Há quem pensa que sensibilidade é algo cabível a todos. Deve ser mesmo. Afinal, todo mundo sente um beliscão.

4 comentários:

Giovana disse...

Qdo escreve, traduz o pensamento único real ao espírito que conduz todas as realidades, define o dualismo em corpo e alma (isso incomoda a quem lê e não entende!).
É uma linha que gera duas correntes de pensamento: o racionalismo e o empirismo, bem cartesiana.... afinal... "cogito ergo sum" com beliscão vai bem!
Bjsss

Ane Lopes disse...

Adorei!

Adoro o Carega, acho ele incrivelmente fantástico *-*

E ah, crianças... Se todos as enxergassem como elas nos enxergam; felicidade daria bom dia todos os dias a todos!

Um beijo!

Admílson disse...

só lendo...

Efigênia Coutinho disse...

Cheguei, li, gostei,
e serei uma seguidora,
falei tudo,
Efigênia Coutinho