domingo, 8 de fevereiro de 2009

78 Rotações (aunque no haya canción)



Ser teu olhar,
Sem as cores de sempre,
Transparente............ Rente.
Além das esquinas, ir aonde nem saibamos que...

exista.

(.................) Saber-Fazer,°
................................°
.................................°
Do vácuo .......................°.............a compleição.
Do silêncio ...................°...............o estrondo.
.....................................°
........................................°
Apurando os sentidos,..........°
........................................°
Intento...lento, que quase...queima.°
Volúpia por consequência,.............°
e uma haste pra nós dois. Dobrável...°
........................................°
......................................°
Quero pulsão de vida,...............°
E não relapsa......................°
Um colapso....................°............... que crie.
..................................°...°
................................°........°
............................° Com bolinhas de sabão...
.........................°.....................°
..........................°...........................°

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Alternativa mente (Notas das idas ao Crato e outros contos)



Perfume discreto para a noite. São diferentes. Elas não se envolvem com quaisquer uns. O intelecto é o que lhes interessa. Mas não basta apenas ter. De nada vale ter, sem o tal "reconhecimento social". Ele tem que pensar lindo às vistas alheias de (quase) todos. Amparado em Adorno, Confúcio, Chomsky, Capra, Foucault, Kiekegaard, Schweizer, Arnaldo Jabor, Galvão Bueno, ... não importa quem, embora quanto mais desconhecido melhor. Basta que...Comte...uma, duas, três historinhas de mil oitocentos e tarará. Cheio de boa música e ilustrado de poetas mortos. Pois ele é o vivo, aos olhos de outrem.

Sex appeal do curriculum lattes. Mas não necessariamente de um intelecto pensante. Porque no fundo, ele só repete, com outras palavras, vivendo o oposto do que diz. Chamam-no inteligente por conta disso. Me enoja mais que o Homo nojentus habituallis. Aquele, cujas táticas se resumem à exposição de um carro com som (ou seria um som com carro?) e frases do tipo "oi princesa...", "oi filezinho! se não olhar é mal passado...", etc. O nojento habitual pelo menos é sincero na sua arte, mesmo chulo, e às vezes bêbado.

Mas coitado, ele não tem mestrado, nem doutorado. A ferramenta potencial de status e conquista (no fundo, um automóvel ajuda também, como coadjuvante), nesse caso. Valem mesmo as páginas e páginas escritas (desde que autenticadas) sobre "As aparições de Nietzsche no cordel contemporâneo", "A diversidade do espaço geográfico na musicalidade de Roberta Miranda", "Os gregos antigos e o arroz a la grega: A construção de uma culinária mística". Qualquer tema que, essencialmente, não terá nenhuma utilidade social. "A produção de escritos estéreis: gastos de verbas públicas sem utilidade pública". Isso seria um tema interessante...

Evan do Carmo coloca (e complemento): "Pensar não é tarefa para os homens atuais, por isso repetem frases feitas há séculos, e ainda se passam por sábios clássicos", agarrando mulheres. E elas caem. Querendo fazer diferente, elas caem. E fazem igual. Ao invés de um carro, presentes, e sexo, se tem uma "cabeça reconhecida", sexo (será que essa parte tem ao menos qualidade?) e o ego massageado por isso...

Alternativa mente... Bonequinhas que inspiram do mesmo ar que dizem expirar. Conscientes ou não...