sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Da minha janela



Nem sei bem o quanto de espaço tenho, mas vai além do Universo inteiro e de qualquer expectativa. Dentro dos meus olhos cabe o que eu vejo, o que eu penso, e imagino. Cabe a vontade, o prazer, o desejo, a angústia, e os enlaces. Cabe a mim, sem rejeitos nem censura. Eu gosto de quando estou aqui, e de me afogar em mim mesmo. Na saliva, quando dá água na boca. Nas lágrimas, quando condenam. Nos líquidos que excitam (e incitam). Porque não há gosto que venha de fora. Nem cheiro. De dentro dos olhos é uma alma só, viva, que respira de dentro pra fora...

Um comentário:

Fátima disse...

como sempre...Muito lindo!

principalmente...

"Dentro dos meus olhos cabe o que eu vejo, o que eu penso, e imagino."

bjãoo