segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Entre dois ou três (Game Over?)



-->
O jogo veio de antes, quando já havia Júlio e havia Suzanne, juntos. Veio no exato momento quando houve um consenso quanto à “evolução” do ser humano, e passaram a viver em cadeia aberta (Nota 1: Esse consenso esconde uma decepção entre os dois). Regra Geral: Liberdade individual de criar peças para o jogo. E jogos paralelos (Nota 2: porém menores), obrigatoriamente com prazos de validade determinados (Nota 3: 30 dias é o indicado) são permitidos, sem o consentimento um do outro. Conforme a regra, apesar de envolverem pessoas, cada peça tem o valor de um organismo cibernético orgasmatrônico. Ou seja, sem sentimento. “Não gosto de você, gosto do que você tem, e que me dá prazer”. Segundo Júlio, é o casal modelo da modernidade. Não sentem ciúmes, nem se privam aos conceitos da moral. Enfim, quebraram todos os paradigmas tradicionais. São vencedores! (Nota 4: Fantoches do próprio ego: A decepção entre os dois- antes inaceitável- aconteceu, e a saída foi “evoluir”, a fim de não admitir o fracasso).
Acontece que, ás vezes, um coadjuvante estereotipado de robô quer se tornar ator principal. E quando os inventores do jogo se abalam com isso, o controle foge. A criação transcende os criadores. O jogo muda. Sacode a bolsa. É crise. Com Suzanne já havia sido complicado, o lancezinho de uma paixão de terceiro grau (Nota 5: primo), daquelas ferrenhas, que ferram qualquer um, e que virou amor (?). Júlio contestou, mesmo a quilômetros de distância: “Assim de repente? Em tão pouco tempo? Não pode ser, você está confusa. Isso é um lapso natural”(Nota 6: Tudo para manter a viseira que oculta o fracasso). E continuou: “Reavalie. Vai com calma, que não pode ser isso. Você o conheceu melhor agora e...e...e já quer casar? (Nota 7: No fundo ele teme a ocorrência, pois nunca vai saber se ela contornou. Se ela está sendo fiel ao jogo. E se o jogo existe, ainda. A Europa é distante demais...). Julio alimenta seu pensamento: “Mas ela vai voltar, e tudo estará como estabelecido”. E a consciência retruca: “Você tem medo de agora não passar de um coadjuvante cambaleante, já quase fora de cena”. (Nota 8: Detalhe que o macera - Ele é fiel ao jogo dos dois, em cuja caixa está escrita – “Você pode vários, eu posso várias, mas seremos para sempre nós dois”. Júlio acreditou na “evolução”. Quer amá-la, amando o mundo e seus personagens. E ela? Ela, eu não sei. Nem ele sabe. Em outras palavras, ele é o perdido que acha que se encontrou. E finda por mais perdido ainda).
Mas esse jogo é menor, dentro do jogo da vida. E de repente surge uma peça na vida de Júlio que, de mansinho, transpõe seu papel no jogo: Aline. E ela o quer. Ela o deseja. De uma forma que ele não mais crê (Nota 9: Faz ele relembrar a decepção da nota 1). Aline se esforça. Demonstra-se. E pra ela, é tão difícil se demonstrar...Mas ela o faz. Não desiste. E Júlio se vê a bola branca, em sinuca. Ele prometeu esperar Suzanne. Mas as dúvidas latejam. Os medos predominam. E mesmo tentado, ele reluta em tentar (Nota 10: Ou talvez ele não passe de um safado mesmo). E Aline...Aline diz (Nota 11: e ainda repete): “Esse é um recado aos múltiplos. Aos que pensam que a pulsão de vida está no mundo de cada um, que do teu lado deita. Teu corpo pode ser saciado, mas teu espírito busca algo mais que um orgasmo. E não falo da usia aristotélica. Falo de algo mais simples, mais próximo. Uma conversa, uma brincadeira, um carinho nas costas, um devaneio compartilhado. Coisas assim, e com alguém que seja mais que genitálias. Claro que amamos também uma boa foda., mas nunca isso será o mais importante. Pulsão de vida está em ser o que se é, sem precisar desconstruir nada para encontrar uma nova forma de controle. Desejar, para mim, é ser perpassado por constantes mudanças, e mesmo assim desejar, sem lamentar...

Amor Próprio



Às vezes,
a gente cansa,
de quaisquer histórias....

A gente só quer uma,
que não seja,
uma história qualquer....

E sente amar alguém,
a quem não se conhece.
É quando desconhecemos nosso Próprio Amor...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Enquanto a cova ardia...



Antes que ela se sentisse tentada, eles tentaram. E pisaram em falso...
Mas bem que quiseram cavar a cova. E com fogo. Colocado de surpresa no meio da noite. Tocaia. De mansinho. Coisa de Homem? Não vou responder. Só indagar...Às vezes indagar por si só já é a melhor resposta. O óbvio não precisa ser dito.

Não sou pavio curto, nem tenho remorso. O pensamento é livre, de cada um. E sempre vai ser. Mas que o pensamento deles interfiram na minha vida, aí não. Aí a coisa aperta...e não dá pra admitir. Sinto muito estragar a "festinha" mas, sendo assim, o ponto final é necessário. Vai-se o joio, fica o trigo. Decepção? Sim...com algumas pessoas, não todas. Com algumas que não acredito ainda serem joio. E isso só o tempo vai dizer. Muito ou pouco...só o tempo...

E se foi um jogo, o jogo foi canalha. Lembrando agora de Walter Franco. Pela música canalha, e pelo Franco. Que fossem francos! Quem pensa algo no mínimo defende o que pensa, e não tem medo de falar. A fala de um não tem que ser amparada na de outros...ou não existe personalidade no pensar? Brincar de esconde-esconde também foi engraçado. E contei até 100, antes de ir embora.

E se foi uma peça os atores foram péssimos. Nem no telefone interpretaram direito. Mas mentíam, se esforçando ao máximo, pra não transpirar. Nem assim teve jeito. O cheiro exalou puro cebola. E eu, em querer acreditar. E depois a palavra mentira é usada contra mim (auto-sarcásticos vocês hein? Isso é destrutivo, e faz mal ao coração!!). E ia esquecendo...Cuidado!! Quem lê meu blog, quem me conhece, e quem ainda vai me conhecer...."Rafael está iludindo um monte de menina!"

Como diria o matuto, "dei minha cara a bofete". Fui atrás...Falei: "Tudo o que eu falei ou fiz eu assumo, mas também o que eu não falei ou não fiz eu não admito que interfira na minha vida e na de quem realmente é meu/minha amigo(a)!!.E então, o que porra é que tá rolando? Sem criancisse cara..fala!pode falar!!" E fui dizendo o que precisava dizer aos que eu encontrei. Perguntei. Calou. Perguntei de novo. Sem resposta. Perguntar mais uma vez era redundância demais...e já tinha dado vontade era de rir daquilo tudo.

Vítima, eu? Não! Apenas expondo fatos. E tem tembém a necessidade de canalizar o pensamento dos fatos em algo, pra ele ir embora, ainda mais sendo fatos nojentos assim. Que dê pelo menos um texto. E uma viagem legal! Mas não me faço de vítima...hum hum...Esclareço tudo, no que for perguntado...mas se ninguém pergunta fica difícil. Mas foi assim. Obscuridade e nebulosidade na cova que ardia...

Descobri coisas boas nisso também. Alguns são amigos mesmo. E uma, em especial, é amiga. Ela vai saber que falo dela, quando ler. Aqui é tudo sem nomes e sem bois. Ainda mais sendo um chiqueiro desses...não haveria de ter bois...

E foi mais ou menos isso...enquanto minha cova ardia....na covardia de vocês.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A Gente



Sem descaso,
a gente mostra,
se demonstra,
e a gente ri...

Não tem texto,
a gente flui,
sem pretexto,
a gente esboça...

Não há laço,
só abraço,
e vontade,
de abraçar...

Livre a mente,
e sem fala,
a gente fala,
com o olhar...

A gente soma,
a gente some,
um no outro,
no acaso...

e subtrai o mundo...


"Aqui não haverá cobranças emocionais ou mesmo cobranças mesquinhas. Afinal com uma humanidade inteira precisando de heróis, quem tem tempo para probleminhas banais de simples mortais ?"  Grandes amigos são pucos, mas serão sempre grandes...  ; )  

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Colorido nosso



Pelas mãos,
descubro,
o rosto.
E num descaminho,
de um sorriso,
um aconchego.
Muitas aventuras possíveis,
dentro desse aconchego...

Parece que beijamos mesmo,
com o corpo inteiro.
E do tempo passar,
tão rápido,
ele pára.
E quando abro os olhos,
me disperso.
Mar disperso.................................................em você...

sábado, 6 de setembro de 2008

Justificativa da inconsequência dela



Se despir,
para além das expectativas de qualquer olhar.
Apenas enxergar a si mesmo,
no outro.
Uma espécie de "fazer amor consigo próprio" no corpo do outro,
e quando o reflexo embaçar,
adeus...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Hoje fiz uma opção. Pra viver...

sobre  o vídeo: A Globo apresentou como Vandalismo, Revolta, de maneira arbitrária e supérflua, sendo que essa ação ocorreu pela simples necessidade de JUSTIÇA! Assista a verdade. Aproveito, tiro o chapéu para essas mulheres, e total repúdio à Aracruz Celulose e seu deserto verde.


Somos privilegiados por sermos um país em DESenvolvimento. Ou seja, estamos na metade do processo sórdido. Ainda dá tempo parar, voltar atrás, e buscar sermos um país Envolvido. Pois é pelo DESenvolvimento que o mundo está assim...

E começa de baixo. De você. Nas pequenas atitudes, nos gestos simples. Em optar por não compartilhar do lixo alimentício a venda nos supermercados. Pesquisar bem as marcas, optar pelos orgânicos, e BOICOTAR os cartéis nojentos e seus produtos igualmente imundos de corantes, estabilizantes e outras porcarias sob o falso rótulo de "Contém polpa natural de fruta!!" ou "Abrinq - Essa Empresa é Amiga da Criança". E isso não é ser radical. Ser radical é o que já estamos fazendo CONOSCO e com a NATUREZA. Pelo amor de Deus!! Dieta equilibrada você faz com frutas e verduras saudáveis e não com Actigen-E, by Nestlê.

Por que você não vai na casa de uma amigo ao invés de usar MSN ou celular? Pensa bem. Às vezes é tão perto, no outro quarteirão...E mesmo longe, vale a pena. Você pode vê-lo, abraçá-lo, rir de verdade, expressar o que sente, e exercitar esse sentimento, no lugar de substituir tudo por Emoticons.

Questione quem não quer ser questionado. Quem anda INVENTANDO NECESSIDADES para nos distrair. Tira o véu, e perceba. Estão nos fragmentando, artificializando o mundo, e nós optamos não ver...Talvez para o inconsciente seja mais fácil, mais cômodo...E nisso o tempo vai passando e as coisas ficando cada vez mais distantes da natureza. E nós, distantes de nós mesmos e dos outros. Inorgânicos.

Paradigmas de paradogmas. Paradogmas de paradigmas. Parafernálias et al. Copyright. Tudo wrong, e não fazemos nada. Confiamos cegamente no "Criança Esperança" e nas ações que vêm de cima, e abolimos de fazer qualquer coisa pelo próximo. Colocam dados positivos na TV e você engole. É conveniente engolir né? Acreditar que evoluimos no bom caminho. Mas a verdade está tão simples e clara...Basta uma volta na tua quadra. Leva uma cadernetinha e anota tudo o que vê dividido em  positivo e negativo. E se tentarem te assaltar, pede pelo menos pra deixarem a cadernetinha e a caneta...

Nós TEMOS o poder de AGIR. Se com esse escrito encaminhar pelo menos uma pessoa a fazer uma reflexão já estarei satisfeito. E que não pare na reflexão. Leva a frente, se reeduca, se reconstrói. Se observa no cotidiano (pelo menos um dia) e toma consciência de coisas fúteis, de ações banais, que você faz sem nem perceber.

Qualquer ação é justificada em favor da VIDA. Sejam Políticas, Legislativas, Educacionais (e educação é a chave do controle. Não é a toa que eles mantém uma educação tão defasada.), Boicotes, e até ações de Desobediência Civil, entre outras formas de protesto.

Faça uma opção real de vida, e vai encontrar mais pessoas do que julgasse existir lutando ao teu lado. É difícil, são muitas batalhas, e às vezes você vai desanimar. Mas haverá vitórias, e quem sabe A VITÓRIA. Só depende de nós...de todos nós.

Resumindo, e reforçando tudo: "Seja você a mudança que quer ver no mundo." (Ghandi)

Sobre o vídeo: Oceano de plástico, fruto do mais puro consumismo. Hoje ele está maior que o território dos EUA e é uma mancha viva em oceano aberto. Animais confundem o plástico com comida, se alimentam e morrem. Todo plástico que usamos vai parar em algum lugar, e quem sabe algo nosso, já não esteja aí. Assita e reflita!