quarta-feira, 30 de julho de 2008

Canções de dentro da noite escura



No meio do caminho tinha um rio,
Tinha um rio no meio do caminho,

No meio do caminho...eu-rio,
Riacho de mim. Ri, acho, de mim.

Dos lugares que ri, ontem rios,
Passa um rio de lembranças,
Hoje rio de saudades...

E de repente a noite, sem arrebol. Escura.
Como um ser humano em aplasia eu penso:
Tem risos que te fazem viver mais, outros não.

Descosturar é também dar sentido novo,
Isso é autotrófico e fotossintetizante.

Tem lágrimas que só te incham os olhos. Outras não...



*Desenho da foto: "Rio de mim" - feito depois do texto

4 comentários:

Tata disse...

Menina de mim? Juro que não entendi.

E que lindo seu poema. Lindo mesmo.

Tata disse...

Sim, sim. entendi. =)

Gostei muito desse teu.

boa noite!

Fernando Rozano disse...

belo poema, com nuances de Drummond muito sensíveis e criativos. meu abraço.

motivo da rosa disse...

ei...
não entendi...!
vc postou um com a pergunta do comentário do meu?foi uma sugestão, foi?
...
adorei..."tem lágrimas...."
;)