quinta-feira, 10 de julho de 2008

Cactus de Vidro



Vivendo no "sex appeal" do inorgânico,
me sinto deslocado.
E me aloco em mim, saindo de vez em quando,
meio fechado, entreaberto por segurança,
meio aberto, flexível por natureza.

Não há limites para a exploração do fútil. Até o "não fútil" é tema do fútil.
Armadilhas e disfarces mais elaborados.
DisFARSAdo cultural,
nas correntes e contra-correntes,
num caldeirão denso e vivo. Sem bruxa.

Flores de cactus também são belas,
mas esses cactus são de vidro!
("Sex appeal" do inorgãnico)
O mundo precisa de menos corpos e mais alma. E eu de você.

Um comentário:

Tata disse...

Eu me vi falando nesse poema.

Pleno, pleno Rafael!
Lembrei-me dum trecho de música de Legião... "...tenho quase certeza que eu não sou daqui".

:)
dia bom.