terça-feira, 29 de abril de 2008

Motivo da Rosa



Te vi chovendo em silêncio,
onde sequer vento pairava.
E se havia vento, não senti daqui.
Tristeza confusa, ilusão de ótica, causa mortis.
Nos interstícios amargos da descoberta,
desenganou-se e desiludiu-se,
do desmerecido.

Desfeito. Um laço que nunca fora laço.
Talvez, não passasse apenas de um nó cego. Desatado?
Espero que sim. E que tenha sido por você mesma.
Porque já havia percebido tua beleza de perto. Normal.
mas passei a sentir tua beleza de longe. Normal? Não.
Não é encanto dissolvido. É mágica consistente,
o que há nessa poesia.

Segura minha mão. Posso escrever versos em ti?
Quero escrevê-los sim. Assim,
sem rimas, descomplicados. Imperfeitos.
Pois é na imperfeição que podemos crescer,
e não na hipocrisia de um "perfeito".
Por isso não quero ser o motivo. Apenas fazer parte.
Pois o Motivo da Rosa, é a própria rosa.

2 comentários:

lupe-- disse...

no conozco esa película, así que por hay la mire... me siguen gustando tus cuadros.., saludos

motivo da rosa disse...

"...Meus olhos ainda
eram diamante
Já chorei à beça
de hoje em diante
virarão rubi

Saio das cores
Outra de mim"

"...É bom saber chorar pra ser feliz..."

=***