terça-feira, 29 de abril de 2008

Motivo da Rosa



Te vi chovendo em silêncio,
onde sequer vento pairava.
E se havia vento, não senti daqui.
Tristeza confusa, ilusão de ótica, causa mortis.
Nos interstícios amargos da descoberta,
desenganou-se e desiludiu-se,
do desmerecido.

Desfeito. Um laço que nunca fora laço.
Talvez, não passasse apenas de um nó cego. Desatado?
Espero que sim. E que tenha sido por você mesma.
Porque já havia percebido tua beleza de perto. Normal.
mas passei a sentir tua beleza de longe. Normal? Não.
Não é encanto dissolvido. É mágica consistente,
o que há nessa poesia.

Segura minha mão. Posso escrever versos em ti?
Quero escrevê-los sim. Assim,
sem rimas, descomplicados. Imperfeitos.
Pois é na imperfeição que podemos crescer,
e não na hipocrisia de um "perfeito".
Por isso não quero ser o motivo. Apenas fazer parte.
Pois o Motivo da Rosa, é a própria rosa.

sábado, 26 de abril de 2008

De dentro de mim...


DESENCONTRO.

VENTO E FOGO.

LUZ E TREVAS.

SEM TÍTULO.

ESPÍRITOS.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Em tom de Ré (sem H também)



Um certo luar permanecia,
ancorado,
para sem aviso prévio,
desanuviar,

Na mágica e canto,
de um encontro,
marcado,
por despretensão.

E desprevenido,
ando a descobrir,
as belezas desse encanto,
em tom de Ré.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Figurantes



Pois há pessoas que passam por nós...e simplesmente passam,
Como tem pessoas que passam por nós...e simples, mentem, passam.

São os figurantes. E os que se passam por.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Porque noite passada tive insônia...





...e resolvi, procurar, fazer o sol nascer.

Ingredientes



Foi-se o dia em que meus sonhos eram feitos de expectativas, água e açucar. As expectativas não eram convincentes, a água diluia tudo demais. E o açucar era um doce engano...
Hoje meus sonhos são feitos de conquistas...e uma pitada leve de sal,
pra não acomodar...

Do teu olhar


Lembre-se daquela estrela e daquela lua,
do dia que foi, do sublime que veio,
dos ares sentidos, do mar cativante,
daquelas pessoas, dos sonhos distintos,
das paisagens passadas, daquelas que marcam
daquela pessoa, daqueles momentos...

Lembre-se...

dos pequenos gestos, de um sorriso simples,
dos toques amenos, daquela canção,
do dia passado, que nunca passou,
do conjunto da obra, das cores usadas,
daqueles rabiscos, dos teus e de outros,
daqueles aromas, dos apenas teus...

Lembre-se...

E pelas lembranças, se já não sorriu,
pode sorrir, e compreender o quanto és grande,
pois sem o teu olhar, o que elas seríam?
Bem menos?
Talvez.
Ou talvez, coisa alguma.