terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Dia de chuva



Sóbrio e sombrio,
em seu véu embaçado,
o céu pôs-se a chorar,
por ser céu...

Não escuto aves cantando,
sem canto,
ouço apenas o vento tocando,
uma lúgubre melodia...

Se a noite estiver assim
verei uma beleza crepuscular
de uma pálida solidão
compondo a depressão celeste

Cativante em sua insólita angústia
desfigurado sob a frívola monotonia
introvertido
à compreensão de si

Nublado,deslumbrante
sublime, opaco
reflexivo na tristeza
lacrimante em perfeita harmonia.

Hoje sim, amanheceu
bem parecido comigo
e eu gostei,
disso.

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