quarta-feira, 21 de novembro de 2007

E o mundo...



Até quando guerras, até quando dor
desnecessários
o frio que corta, o calor que fere
humano, demasiadamente humano

Valores em superfície, concretos demais
insignificantes
alimentam o mundo das angústias
secam a alma

Não se enxerga mais além
não se procura algo mais
tudo pára, tudo se consome
onde terminam os arranhas céus

Atordoada em seus desejos vis
de vitrine que reflete lama
de beleza que não guarda nada
puramente e tão somente casca de humanidade

A inocência perdida tão cedo
a insegurança crescente nos medos
levando a si próprio ao engano
engana também os outros

E o que sente guarda, e quando não, finge
fingindo viver, cria um jogo
mas um jogo bizarro, onde cedo ou tarde
o final é a frustração

São indivíduos de hoje em dia
unidos numa trama macabra
apodrecendo todos juntos numa realidade
socialmente constituida

Não há choro que convença
nem olhares que reflitam
e um riso que acalme
e um bem que vença o mal

Mal humano, demasiadamente humano
fazer do sagrado, o profano
do amargo, o doce
e de si próprio, a causa mortis

Mas ainda assim a mantenho guardada
junto como meus sonhos de criança
talvez o fim dessa emboscada
a simples luz da esperança...

Um comentário:

Asas do tempo disse...

percebo em cada frase desse teu escrito uma força q não consigo descrever.. bjo meu amigo poeta!