sábado, 13 de outubro de 2007

Vampiro (Párodo)




Sou eu entre as brumas
cadente em minha própria desgraça
a execrável criatura da noite
não vivo, não cadáver
flamejante em toda minha resplandescência negra...

Sou eu a sombra a vaguear
o ser horrendo, horrísono
o incógnito solitário
a bramir blasfêmias e injúrias ao abstrato...

Sou eu o antagonista, o antideus
que aflito, caustica em sua própria dor
a insônia andante, a eterna melancolia
o imputrescível em busca do fim...
Sou eu procurando refúgio dentro de mim
onde apenas cicatrizes se rompem num estuário de sangue
Sou eu procurando refúgio fora de mim
onde estou destinado a incessante inércia...

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