sábado, 20 de outubro de 2007

Sobre o Amor




Uma melodia que não se rege
E no primeiro ensejo põe-se a tocar
Tocando-nos
Com maestria, sem maestro
Num descompasso, com passos em harmonia

Uma delicada teia de nós, cegos, flâmeos e invisíveis
Firmemente atados, num enlace frágil
Também físico, súbito e leve
Também muito, mais e além
Além mesmo dos que amam

Se são muitos que te abraçam, e não te envolvem
que te olham, e não te vêem
que te tocam, e não te sentem...

Haverá aquele que te abraça, te envolvendo
que te olha e está te vendo
que te toca e está sentindo...


E a sublime diferença entre os tercetos chama-se Amor.



(Já me disseram que minha visão é tola, utópica, inocente, fantasiosa, e um tanto de outras coisas, mas continua sendo minha visão...e gosto dela assim. Repito, é minha...não interessa que concorde, nem o que pensa. Gosto da esperança que reside no que acredito).


Um comentário:

Elandia duarte disse...

...O amor que todo mundo sonha...
Até os que se dizem não-românticos!
Lindo...