sábado, 29 de dezembro de 2007

Então você quer me convencer que o amor é passageiro?
Tá bem,
Já que você não dá o braço a torcer,
Aceito que o amor seja passageiro
E continuo procurando por um,
Que dure pela passagem de toda minha vida...
:-)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Entre o Sol e Só...


Desordenados e,
Verdadeiros
Não só foram os versos,
Fomos eu e você

O meu timbre na tua voz,
Inconfundível,
Voz, que nos confundiu,
Em um...

Sentimentos escritos,
Descritos nas mãos,
E eu, sobrescrito
Em você...

Assim,
O que poderia ter sido
Foi...

Parece que a lua
Andou a brilhar só pra mim
E eu soube, como sei desse brilho,

Que não depende de ninguém
Que é só seu
E que pode brilhar mais...por você.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007


Sabe que,
quando te olho,
e te vejo linda,
Eu...
só te olho,
e te vejo linda.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Reticências e Etecéteras


É teu tórax que dilata e contrai,
e desafia as extremidades,
do ir e vir...

Pelo gelo que escorre, te provoca,
e percola teus caminhos,
comigo, que só o sigo...

Pelo gelo que te esquenta,
que em ti, torna em água,
em dedos, em lábios, em sons...

E derrete,
e acaba,
é início...

De uma reticência de beijos e toques,
dos corpos que se derretem,
numa etecétera de tantas outras coisas mais...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

"Quebrado a frieza" (nem quente, nem frio, como diria minha vó)


No calor que vem de fora
junto ao frio que vem de dentro
desfaçamos
pois desfazer também é um feito

No frio que vem de fora
junto ao calor que vem de dentro
desenlacemos
para dar um novo nó

Nós de braços
nós de pernas
nós de nós...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Fotos e Fatos



Os fatos nas fotos
são fotos de fatos
de fato, são fotos

Da abstração, o insensato,
da insensatez, o abstrato,
de mim...retratos.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Falando disso


Esses encantos e desencantos
desses encontros e desencontros
que teimam em enganar os sentidos
nessa brincadeira de ir e vir

Essas pedidas e despedidas
desses afetos e desafetos
que nos deixam meio perdidos
nem acabam, nem deixam partir

E, por isso tudo
você não consegue
sentir-se completa...

Mas linda flor,
percebe a falsidade do terceto?
ser completo requer amor
e ir além de qualquer soneto

Não são os desencontros desses desencantos
nem as despedidas desses desafetos
nem coisa alguma desses entretantos
a razão do sentir incompleto

Mas sim o amor que tem que estar presente
esse atemporal, que com o tempo é construido
e que as vezes necessita tão somente
de um espaço que lhe seja permitido

E eu te disse:
-Bom ouvir isso
E você disse:
-Bom falar isso

E foi bom te ver falar,
eu suscito...
que foi bom te ver falar,
mesmo por escrito...

Minha Querida...



Jamais pedirei desculpas
por remorços que são teus
tampouco sentirei a culpa
em momentos que são meus
olhe pra mim, precisa de lupa?
pois olhe bem, esse sou eu!

A propósito, que tal enfrentar a vida?
enfrentar não é apenas falar
nem fingir se fazendo a vítima perdida
ou procurar a quem culpar

Do fundo do coração,
uma pessoa como você,
eu desmereço
e do fundo da razão,
a solução para você
é ser seu avesso

Vou parar de rimar e ser mais direto...
Não que eu seja lá grandes coisas,
logo eu,
que nem quero ser coisa alguma
mas pelo menos eu sempre procuro inventar
e inventar bons momentos
enquanto você, quando inventa
só inventa tormentos
e o pior...não assume a autoria
e quer me repassar os créditos
ou seríam os débitos?

Não guardo rancor, mágoa ou dor,
mas minha filha, desencane
porque dessa sua cara emburrada
só guardo risos

E quanto a suposta culpa, não aceito
mesmo que te disesse que aceito, não a sinto
então não digo.
E quanto a pedir desculpas, bem pior
não posso pedir desculpas por você comer de garfo e faca
e eu de colher...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Concordando (sobre o amor)




É passado que se revira no presente de um futuro torto.
É presente que provém de um passado com um futuro incerto.
É futuro que se imagina no presente brevemente passado.

Passado, presente, futuro...como diria o poeta,
"O amor vai além de qualquer tempo verbal."
É mesmo um temporal atemporal nas têmporas do tempo...



* citação por Elandia Duarte.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

E eu respondi...

-Se pretendo mudar?
-Pretendo sim!
-Pretendo sempre estar mudando
(pausa)
pra continuar sempre igual...
E os momentos continuam passagens...
essencialmente transitórios
mas alguns ganharam alma...
tornaram-se marcantes
na tua presença,
nos teus gestos,
nas ações e reações
a permear minhas lembranças...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Quando a realidade se confunde com a ficção,
e o amor se mistura com a razão,
o que se inventa se dissolve no que está lá

Eu entrevejo o pensamento dissonar
sem me importar em saber sequer se devo
é quase sempre, assim, quando eu escrevo...

Silenciando...



Os objetos têm seus valores de uso e de troca.
São objetos.

Os objetos são transformados pela dinâmica louca e desenfreada dos espaços que criamos.
São objetos.

Os objetos transfiguram o objeto e se tornam imagens, movimentos, desejos e viveres.
São objetos?

Os objetos ganham carne e espírito.
São sujeitos.

Surge a nova materialidade mecanicista, dotada de objetos com valores orgânicos.
Surge a vida social das coisas e uma dimensão técnica existencial.

E nós?
Apagamo-nos...

e deixamos os objetos como protagonistas.

$ímbolos (pt.2): Sinais de ação
















$ímbolos(pt.1): Sinais de .ação



"para entender e ou complicar-se"
p'ra entender e ou complicar-se
para entender e ou complicar-se!
p@ra entender e ou complicar-se
para entender e ou complicar-si#
para entender e ou complicar-$e
para entender e 0% complicar-se
para entender & ou complicar-se
para entender e ou complicar-se*
( para entender e ou complicar-se)
para entender + e ou complicar-se +
para entender =  e ou complicar-se =
para entender, e ou complicar-se
para entender e ou complicar-se.
para entender e ou complicar-se:
para entender e ou complicar-se;
para entender e ou complicar-se?
para entender e/ou complicar-se
http://www.paraentendereoucomplicarse.com.br

*em todos os casos o se é pronome reflexivo, com exceção da quinta frase.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Passagens(?)



Por que nos cruzamos no caminho?
Qual o sentido daquele sentir?
Se anoitecemos querendo estar sozinhos
Mais tarde nos vemos a desmentir

É sempre bom te ver
E não ter que relutar
E poder imaginar
Te querer, te beijar, te fazer...

E pensar...
Será que conseguimos algo do tipo...

Estagnar nossos olhares um no outro
Como quem ver um pôr de sol
E vê-los adormecerem juntos
Como quem esquece o ao redor...

De volta a mim,
Percebo que o tempo passou e...
Você já tem que descer
Você tem mesmo que descer?

Por que não segue adiante
Daí eu não desceria também
E prolongamos o instante
Até onde ele bem quiser...

Mas, saindo da imaginação...
Só você desceu...

E entre as pessoas
Restava uma brecha
Uma brecha de janela
Onde me vi passar por ti...

E a noite chegava ao fim...

Por que nos cruzamos no caminho?
Qual o sentido daquele sentir?
Se anoitecia querendo estar sozinho
Acordei querendo descobrir...

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Insistente



Voltar ao passado
já não posso mais
de caso pensado
prefiro esperar
na beira do cais
a maré baixar

Simples é discernir
na frieza de um momento
e por difícil de sentir
penso sem emoção
tal qual dia cinzento
me valendo da razão

Tentas me enganar
velho amigo do peito
mas sou eu quem vai provar
nem que enlouqueça como for
que há tempos não há mais jeito
que há tempos não é amor...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Se eu fosse
e tu fosses
nós seríamos

Do contrário
deu no que deu...

Até Quand(t)o? (Música para Antunes)




Até quando posso
Até quando passa
Até quando gira
Até quando faça

Até quando canta
Até quando conto
Até quando vira
Até quando tanto

Até quanto posso
passa quanto até         ReFRãO(?) 1
Até quanto vira
tanto quanto até

Até quando barra
Até quando borro
Até quando pira
Até quando ferra

Até quando boto
Até quando bata
Até quando tiro
Até quando cata

Até quanto boto
bata quanto até          ReFRãO(?) 2
Até quanto pira
ferra quanto até

Até quanto posso
Até quanto vira
Até quanto boto
Até quanto pira, até quanto pira, até quanto pira

passa quanto até
tanto quanto até
bata quanto até
ferra quanto até, ferra quanto até, ferra quanto até

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Resquícios incessantes
constâncias inconstantes
cadências decadentes
de ruínas que não se apreciam
de silêncios que não silenciam

Assim, mais uma vez, volto a pensar
como de novo, e de novo, e de novo...
Te falo de amores mal vividos
não porque os vivestes mal
mas porque os vivestes só

Dizer por dizer, muito fácil
dizer por sentir, muito difícil
percebes onde reside a diferença?

Ahh...esses teus amores mal vividos
deixa eu te mostrar um terço do que é o amor
pra só depois...você me dizer se o amor existe...
Essas tuas lágrimas...
nem quando se misturam a água da chuva
me fazem desaperceber

Que rosto mais doce
de traços sutis
embora nem fosse
de todo feliz

Insegura
entre linhas
e segura
nas entrelinhas
de suas próprias dúvidas
Como os homens que são portões de aço
onde alguns têm tanta ferrugem
que não há mais aço

há os escritos que são poéticos
e que por se falarem tão poéticos
jamais serão poesias

sábado, 24 de novembro de 2007

Previsão



Anoiteci
e se ao teu lado amanheci
anoitecemos
a noite que tecemos

Não sei de quem falo
só sei de que falo
de sensações que me deram por agora
do que talvez me venha por outrora

de algo especial
de uma noite diferente
de quem vive o que se sente
de quem sente sem igual

Ou do que nem aconteça
e deu vontade de escrever
para rir depois que ler
e para que o escrito permaneça...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Para Elandia...



Por vezes você muda
"muda muito"
muda sem mudar
sem deixar de ser você

Assim como o dia muda
e não deixa de ser dia
você muda
e não deixa de ser flor...

Transcrito do papel (Confissões)



Quero sim encontrar alguém mais especial
do que os especiais que já andei encontrando
mas tem que ser vice-versa, e um tanto mais...

Quero ser professor da bendita URCA
mas, tem um detalhe básico
que só dê certo se for pra dar aula...

Quero ser mais amigo de quem já sou
me fazer mais presente, estar mais disposto
e viver mais essas histórias que não têm preço

Quanto aos inimigos, não os tenho assim
então podem ficar com mais ódio
porque não é recíproco (de coração)

Preciso aprender que não se pode ajudar a todos
e que, as vezes, as pessoas precisam dos problemas
isso eu vou demorar pra entender, mas...

Quero ser como o ar
um instável em harmonia
até quando parece não ser...

Quero filho(s) também
e faltar, de última hora, um dia importante no trabalho
pra ir acampar com eles num lugar a definir (em votação)

Preciso aprender a ser paciente (ahhh como preciso)
menos impulsivo e mais pensante em uns momentos,
menos pensante e mais impulsivo em outros



Quero tomar banho de chuva, correr na praia
andar sem ter que chegar, sorrir sem porquê
mudar de idéia, abraçar, beijar, fazer carinho
viajar de surpresa, viajar sem surpresa,
brincar, brincar e brincar mais um pouco,
ser desastrado, com perfeição e estilo
dormir sem sonhar, dormir e sonhar, sonhar acordado
contemplar, transpor, voltar, repor
cultivar o que há de bom, colher os frutos, replantar as sementes
viver sem sentido algum
que não seja o de ser feliz...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

E o mundo...



Até quando guerras, até quando dor
desnecessários
o frio que corta, o calor que fere
humano, demasiadamente humano

Valores em superfície, concretos demais
insignificantes
alimentam o mundo das angústias
secam a alma

Não se enxerga mais além
não se procura algo mais
tudo pára, tudo se consome
onde terminam os arranhas céus

Atordoada em seus desejos vis
de vitrine que reflete lama
de beleza que não guarda nada
puramente e tão somente casca de humanidade

A inocência perdida tão cedo
a insegurança crescente nos medos
levando a si próprio ao engano
engana também os outros

E o que sente guarda, e quando não, finge
fingindo viver, cria um jogo
mas um jogo bizarro, onde cedo ou tarde
o final é a frustração

São indivíduos de hoje em dia
unidos numa trama macabra
apodrecendo todos juntos numa realidade
socialmente constituida

Não há choro que convença
nem olhares que reflitam
e um riso que acalme
e um bem que vença o mal

Mal humano, demasiadamente humano
fazer do sagrado, o profano
do amargo, o doce
e de si próprio, a causa mortis

Mas ainda assim a mantenho guardada
junto como meus sonhos de criança
talvez o fim dessa emboscada
a simples luz da esperança...

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Prefácio (?)



Olhares desencontrados
que por um acaso se encontram
para depois fugirem...dos olhares
de um para o outro

Olhares desencontrados
mas nem tão desencontrados agora
que vez por outra já marcam um encontro...de olhares
de um para o outro

E os olhares inconstantes nessa constância
fazem o tempo parar, fazem o beijo vir
e o tempo continuar parado
para aos poucos passar novamente...no movimento de um abraço

Bela construção simultânea
dos que se abraçam e se envolvem
dos que estão ali, não por estar
mas pra fazer de um momento simples...deveras especial

E nos rostos sorrisos desconcertantes de uma despedida
dos que parecem não ter entendido nada,
mas que continuam sorrindo
porque sabem que não entender é fazer diferente

E tudo termina onde começou
na percepção da rua vazia,
da noite correndo, do vento soprando
dos sons quebrando o silêncio...

...que vez por outra insiste em ressuscitar...

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Socialismo=Capitalismo=Comunismo=Etecéteras




Ainda faltaram alguns outros, 
mas eles são todos iguais...
o pior é que tem deles
que ainda têm fama de heróis
Para os que aí estão
e para os que, porventura, não couberam na foto
o texto é único:

"Atrás da mascára do ditador
Eu sei que há um homem danificado.
Dentro do homem há um garotinho ametrontado
Com brinquedos assustadores
Com quem alguém vai fazer um pacto.
Em ambos os lados existe resistência
Para a idéia de mudar.
Eventualmente há um momento
Quando uma à uma as metralhadoras zen caem silenciosamente.
E então todas as crianças sobreviventes podem ser salvas
Para se tornarem pequenos bons soldados.
Oh, Guerreiro, Guerreiro
Por quê você só quer matar e matar e matar
As mulheres e as crianças?!
As suas mães e suas filhas?!
Os seus ancestrais?!
Não existe essa coisa de eles e nós e eles e nós...
Apenas outras versões de nós."

Gong - Damaged Man

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Façam como as crianças!



Novo dia hoje. Pois pra que essa cara emburrada agindo como se tudo fosse um sempre

Assim...

Qual a vantagem de se complicar a vida? De levar a sério esse jogo criado, esses valores e idéias tão artificiais quanto o paradigma onde tudo começou? E olhem que já estão levando a sério demais. Tanto, que esse tabuleiro que se faz mundo já está desmoronando, derretendo, desmanchando. Desmoronado, derretido e desmanchado por quem não está sabendo jogar...e isso são quase todos.

Se querem continuar jogando, pelo menos mudem as regras!! Querem exemplo? Vou dar-lhes minha contribuição teórica, baseada numa metodologia que andei observando há um tanto de tempo. O título dessa tese de cinco linhas é: Façam como as crianças!


Façam como as crianças! Elas conseguem ser adultas,
e fazem isso descomplicadas
brincando de complicar
sorrindo
só rindo...

É tão simples não acha? Mas um adulto precisa de algo complexo pra viver, então, que pena! Eu prefiro arriscar viver assim, na minha teoria, que por sinal está sempre em reconstrução, inacabada, pronta pra iventar e reinventar mais e mais, conforme se precise para uma vida feliz. Afinal, se eu inventei isso, pelo menos eu tenho que praticar pra ver se arrasto alguns outros nessa ciranda.

Ahhh...antes que esqueça, não posso deixar de agradecer e creditar esse artigo a minha orientadora, prima, e pós doutora Thailis (tudo isso com 7 anos!! quem me dera...) e vários outros co-orientadores que trabalham com a mesma epistemologia. E deixo bem claro que não me mostraram teoria nenhuma (a teoria fui eu que inventei como uma necessidade para os adultos compreenderem). É prática pura!!

Eu estou tentando, e vou continuar assim (Se Deus quiser e é pra querer viu?!!) mas é difícil ir contra o dominante, ainda mais quando se é um indivíduo socialmente constituido. E vez por outra vêm as crises dessa patologia chamada Complexo de Adulto, que leva tantos a morte, não necessariamente física.

Chega de modelo, seja sem forma, moldável, flexível.
Chega de chorar, a não ser se for por um tombo, ou pelo merthiolate que arde!

Chega de religião, Deus por si só já é o bastante (Ele é Deus não é? Então!)

Chega de regras, seja feliz como uma criança!

E chega de dizer chega,...vivamos de fato!!

sábado, 20 de outubro de 2007

Sobre o Amor




Uma melodia que não se rege
E no primeiro ensejo põe-se a tocar
Tocando-nos
Com maestria, sem maestro
Num descompasso, com passos em harmonia

Uma delicada teia de nós, cegos, flâmeos e invisíveis
Firmemente atados, num enlace frágil
Também físico, súbito e leve
Também muito, mais e além
Além mesmo dos que amam

Se são muitos que te abraçam, e não te envolvem
que te olham, e não te vêem
que te tocam, e não te sentem...

Haverá aquele que te abraça, te envolvendo
que te olha e está te vendo
que te toca e está sentindo...


E a sublime diferença entre os tercetos chama-se Amor.



(Já me disseram que minha visão é tola, utópica, inocente, fantasiosa, e um tanto de outras coisas, mas continua sendo minha visão...e gosto dela assim. Repito, é minha...não interessa que concorde, nem o que pensa. Gosto da esperança que reside no que acredito).


quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Resquícios


Aquilo que se apaga lentamente
segue, inacabado
volta, inesperado


Seguem....perseguem...
e quando parecem apagados
voltam....revoltam...
reviram-se de onde nem existia


Só quem tem que sabe
que só se cabe a si
e não ajuda se abrir
mesmo quando não se cabe



Foi num momento sozinho
que cairam as plumas
que cairam as cores
e sobraram resquícios...pela primeira vez



Aquilo que se apaga lentamente
segue, inacabado
volta, inesperado


terça-feira, 16 de outubro de 2007

16/10/07 - 20:27 ---Nem, imaginei que isso iria dar nisso...isso poderia dar em qualquer coisa e olhem no que deu...prova o quanto tá sendo especial todos esses momentos vividos com todas vocês...e todos os outros que ainda estão por vir:

Intuições


Nada escrito previamente
sem rascunhos...
ruim ou bom, curto ou longo
ainda não sei, e não me importa
só quero fazer jus ao título

Não há uma razão especial
a não ser uma vontade de sair por aí
escrevendo...
as palavras que vêm
não falo as presas, mas as soltas

Vai ver que por isso não tem um tema
como daqueles de se esperar
nem tem um assunto
dos típicos, por onde começar
só tem...as palavras que vem

Mas aos leitores que já se cansam por aqui
e outros que se sentem enrolados
em versos que não versam sobre nada interessante
digo logo, acho que até tardiamente
podem pular para o próximo

E pensem o que quiser, nada me atinge
se acham chato, vazio, esquivo
ou se acham qualquer outra coisa
deveras poderiam parar de ler
e pular para o próximo

Mas esquecendo-me das duas estrofes perdidas acima
e me voltando às palavras
das quais duvidava que viessem
e mais ainda que daríam no que estão dando
rio sozinho :-)

E vou a próxima estrofe ainda rindo :-)
dessa tolice aparente de de repente
tão vazia mas tão cheia de mim
escrita a toa
como as vezes (a maioria delas) vivo a vida

E olha as que me vem por agora
algumas das minhas amigas
em palavras soltas para composição
das mais absurdas que já fiz...mas
das mais amadas (antes de pensar qualquer coisa lembre-se que é a mim que importa)

Tem uma delas que é tão espontânea quanto o que se escreve aqui
e tão infantil o quanto, infantil no sentido doce
no sentido inocente...no sentido belo
no sentido daquele brilho que tem no olhar de criança
que se perde quando se complica a vida (Ela ainda o tem)

Tem outra que é só sorrisos, daqueles bem largos....
sorrisos que vem como saídas
de angústias, e angústias, e angústias
mas que são tão lindos...
que comovem, e comovem, e comovem

Outra ainda é o inesperado em pessoa
e como diria a primeira da qual falei
tem coisas que você só escuta dela
coisas sem sentido, mas que dão sentido
aos momentos vividos pelos que estão perto...que se tornam especiais

A outra delas faz muita diferença (mas isso todas fazem!)
quase sempre começa o que está por vir
os momentos que amanhã se tornam inesquecíveis
e que motivam outros , e outros, e outros
é um dos impulsos do grupo

Tem uma também que lembra a Lua
dá até pra brincar com o nome dela no msn :-)
versátil, inventiva, creio serem as melhores palavras
não para definir, mas só para começar
o que se esconde em tantos mistérios (que só ela sabe, mas que transpiram no olhar)

E claro não poderia esquecer da razão do grupo
e não menos bela, quase tem essa palavra no nome
teorias, teorias, teorias
e respostas na ponta da língua (e que respostas!)
mas afinal, alguém tem que pensar!

Enfim onde vim parar, e no que isto foi dar...
intuições...creio que fiz jus ao título
e elas vieram mesmo, como vieram todas das quais falei
falando do que muito importa pra mim
já faz alguns ontens até hoje...










segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Olhares


Sabes dos meu olhares
sabes o quanto olho e o que vejo
e se não sabes, imaginas
e imaginas certo

Sentes os meus olhares
vês o que vejo sem ver o que olho
e se não vês, sonhas
e sonhas certo

Procuras os meus olhares
e achas, e gostas, e amas
procuras tanto os meus olhares
que esqueces...

Que tenho os olhares e o olhar
e meus olhares, são simples, nunca os escondo
mas o olhar, que há tempos te mostro
não percebes...

sábado, 13 de outubro de 2007

Além...


Entregue a um luar imaginário
vítima do desconhecido destino
relativamente só
na companhia de si

Preso nas paredes abstratas da mente
temporariamente preso
transpôr é uma questão de tempo
resta saber se há tempo

Fixo numa mobilidade limitada
sistematicamente limitada
num envoltório transparente inexistente
nos braços de uma frieza mórbida latejante

Cantando uma canção muda
que segue um coração cego
pranteia o silêncio gritante
assobia a agonia de uma calma intermitente

Na solidez de um profundo abismo
se liquefaz o espírito enfraquecido
alimento para a grandiosa exuberância abissal
desesperadamente aliviante é a espera do fim...

Olhos corroídos pela intensa luz
que ofuscou-se e fez nasacente das trevas
o que é a dor senão minúscula
frente a um estado indizível de aflição

Não há deuses, nem sagrado
não há demônios, nem profano
vida, morte, lucidez e loucura
apenas oscilam na certeza única da dúvida...

Acentos


O melhor dos poetas
o maior dos poetas
dos grande poetas
grandes e enrustidos

Travestido em palavras
belas rimas, lindos versos
tola construção de quem
esqueceu os acentos

Ficou falso
escrito por escrito
tão preciso
tão frustrante

como corpo sem alma
como amar sem alguém
sem pranto, nem riso
forçando e forçado

sem passado, sem presente
sem vivido, nem viver
sem sentido,
sem acento...


Vampiro (Párodo)




Sou eu entre as brumas
cadente em minha própria desgraça
a execrável criatura da noite
não vivo, não cadáver
flamejante em toda minha resplandescência negra...

Sou eu a sombra a vaguear
o ser horrendo, horrísono
o incógnito solitário
a bramir blasfêmias e injúrias ao abstrato...

Sou eu o antagonista, o antideus
que aflito, caustica em sua própria dor
a insônia andante, a eterna melancolia
o imputrescível em busca do fim...
Sou eu procurando refúgio dentro de mim
onde apenas cicatrizes se rompem num estuário de sangue
Sou eu procurando refúgio fora de mim
onde estou destinado a incessante inércia...

E...


...O sol não brilha
quando de dia se dorme
E as estrelas não existem
quando o céu é o teto do quarto
E o tempo não importa
quando não se vive
E a morte é a incerteza
quando não se sabe
E as pessoas são a farsa
quando se conhece
E a mentira é o conforto
quando a verdade dói
E a luz de nada serve
quando não alcança
E o ódio é o motivo
quando não se ama
Na solidão que é companhia
quando se está só...

No fim...


Andar sem fronteiras, poder sem limites
Correr sem destino, querer o além

A liberdade infinita...

A sensação que me faz invencível,
..................invisível
........intocável
A sensação que se faz passageira,
e passageira se faz armadilha

O acordar de um sonho
Que inicia um pesadelo
Quando a vida se mostra sensação
Quando foi tarde enxergar...

Não percebi o tempo passar
E agora que percebo não há mais tempo
Tudo se foi...

Já não sinto sequer eu perto de mim.

Miragens


Num jardim de flores me pergunto
por que flores e não árvores?

Como as vezes que falei calado
como os sonhos que tive acordado
em visões de ti como miragens

Vencido, atrás de mim mesmo
palpita um coração perdido, lá dentro
do que sente, no que sente, e sente muito

Sinto muito.

Simples...


O que é toda essa construção?
de risos e passos, e passos e risos
de olhares meio sem jeito
de um para o outro, de outro pra um

E a estranha sensação sentida?
impulso que também inibe
de namoro de criança
com vergonha de mudar de fase

Saber lidar nem é preciso
se nem se sabe o que se é
sem modelos para o que será
a modelar o que se está

É como roupa de frio no verão
é um assim meio que assado
quando o vento traz por trazer
sem a gente estender a mão

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Sem Título (para Fernandes Nogueira)


Dizem que o poeta está louco
mas na sua lucidez é que estão suas mágoas
enxergou a ralidade com os olhos
e o que viu foi o engano
enxergou a realidade com o coração
e o que viu foi o vazio



O poeta está cansado...de viver...
na fina hipocrisia das aparências
no mundo dos sentimentos que se dizem e não se sentem
no universo onde o sono se faz fuga temporária
onde a dor...
a dor é a essência por trás das máscaras



Não quis que muitos o lêssem
mas talvez, que poucos o sentissem
a alma, em prantos, transcrita no papel
chorando lágrimas de revolta
chorando lágrimas de tristeza
chorando lágrimas por elas mesmas



Grande poeta que se esvai
e se vai
e vai
aquém, além
com muitos ou ninguém
pra bem longe de tudo
pra bem perto...do nada
pois se tudo fêz-se angústia
o nada se fará o conforto desconhecido
dos sonhos bons que nunca acabam
de uma vida, uma bela vida
daquelas que imaginamos quando somos crianças...




sábado, 25 de agosto de 2007

Brincadeira


Olhares diversos, anseios suspensos rompendo silêncio
Energia do tempo, vibrando no corpo
Paredes que envolvem, calor que emana
Música ecôa, frieza lateja

Não há nenhum espaço pro tal de acaso
O corpo segue compasso já predestinado
E segue firme, ou não, ao som do tambor
Alguns vão por ir, outros por amor

Nesse instante nasce nova estação
Dançando em ciranda, no tom da paixão
Musica ilumina onde não há luz
Roda, roda e gira, e a todos seduz

É pura magia que traz melodia
Acordes humanos se põem a bailar
E tornam tão quente a noite tão fria
E trazem as ondas onde não tem mar
O mar ta pó dentro, maré está alta
Calor vem do gosto de se encontrar

... Não vou mais pensar, deixemos que role
Vai que eu estrague tentando encerrar...

Por: Luciana Dantas e Rafael C. Soares

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Palha Aço



Alegre palhaço triste
Tua lucidez já se fora em febre
Triste palhaço alegre
Por que nessa vida insistes?

O palhaço que ri desvairado
É o mesmo que segue se esvaindo
Toda a vida ao longo de um fio fino
Suportando vários “seus” lado a lado

Que importa a alegria do disfarce
Que importa o “ao redor do picadeiro”
Se sempre acaba por passar mesmo janeiro
Se sempre acaba por negar a própria face

Havia de se resolver com uma canção
Confessa o palhaço, cego, canta torto
A canção emudeceu no coração
Muda canção, mas não muda o desconforto

A angústia se alarga no espelho
Sombrio palhaço vazio
Na janela já não há tanto vermelho
Sombrio palhaço vadio

Ri, desvairado, o palhaço
No espetáculo vê o público sorrindo
Dança ao som desse compasso
Para mais tarde chorar em desatino

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Simples Assim...


Não acreditas em olhares
e esqueces de proteger teus olhos
olhos que falam e te enganam
e contradizem as palavras que dizes

Sentes, sabes que sentes, mas hesitas
deixas de falar, deixas de fazer, deixas de viver
por escolhas, poderás deixar a vida inteira
mas não poderás deixar de sentir o que não se escolhe.

Tu simplesmente não entendeste nada
a diferença se fazia nas coisas mais simples
e os principais motivos não eram os óbvios
mas tu negas o que eu acredito

Hoje só rio, hoje só, rio
demorei mas hoje sei
que não há sentido algum
em sentir só...

Tão linda
Tão dura
linda e dura como cristal
e contraditoriamente frágil.